AIDS | ANTIRRETROVIRAIS | Cura da AIDS?
Americano infectado em 1995 não precisa mais de ANTIRRETROVIRAIS
No domingo, serão completados 30 anos desde o primeiro caso de AIDS documentado nos EUA.
Apesar de não haver cura à vista, o caso do americano Timothy Ray Brown traz esperança de que o fim da doença seja possível no futuro.
Brown, tradutor que morava em Berlim, descobriu que tinha o HIV em 1995. Seu tratamento ia bem até 2006, quando foi diagnosticado com leucemia.
“Não sabiam se eu ia sobreviver”, afirmou Brown.
O médico Gero Huetter, especialista em câncer da Universidade de Berlim, sabia que a melhor chance de cura era o transplante de células-tronco sanguíneas.
Mas o médico queria mais. “Eu me lembrei que há pessoas expostas ao HIV, mas que não eram infectadas.”
Essas pessoas (1% da população branca) têm uma mutação nos genes que dá resistência natural ao vírus.
Huetter propôs procurar um doador de células-tronco com essa característica.
Entre 200 doadores possivelmente compatíveis com Brown, um deles tinha também resistência ao HIV.
Brown fez o transplante em fevereiro de 2007. Um ano depois, a leucemia voltou, mas o HIV, não. Ele fez outro transplante em março de 2008.
Aos 45, Brown não precisa mais de remédios para o HIV há quatro anos. Os problemas de saúde que ele tem hoje são consequência de um assalto que sofreu há dois anos.
Ele foi espancado até ficar inconsciente. Precisou de cirurgia no cérebro e de terapia para falar e andar de novo.
O sucesso de Brown inspirou cientistas, mas ainda vai levar tempo para saber se uma terapia genética baseada no caso dele funciona.
FOLHA DE S. PAULO – SP | SAÚDE
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