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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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Jornal do Brasil |
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Dia / Mês/Ano: |
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Ciência |
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08/JUNHO/07 |
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SÃO FRANCISCO. Uma cepa mortal e até então desconhecida de bactéria foi descoberta depois de uma investigação microbiana dramática conduzida por pesquisadores americanos.
O invasor foi encontrado em uma mulher de 43 anos que viajou pelo Peru por três semanas e passou a apresentar sintomas semelhantes aos da malária e da febre tifóide. Nomeada como Bartonella rochalimae, a nova espécie é um parente próximo do micróbio da febre das trincheiras, que infectou centenas de soldados durante a Primeira Guerra Mundial.
Também se parece com uma bactéria encontrada há 10 anos durante a epidemia de Aids em São Francisco, responsável pela linforreticulose benigna ou febre do arranhão do gato, que atinge 25 mil americanos todos os anos.
Duas semanas depois de voltar aos EUA, a passageira experimentou uma anemia grave, inchaço do baço, insônia e febre. Seu companheiro de viagem não adoeceu.
Os Andes peruanos são o lar de uma bactéria transmitida por moscas que causa mal semelhante ao apresentado pela mulher e os médicos pensaram em um primeiro momento já conhecido. Mas exames revelaram se tratar de uma nova espécie.
É a sexta espécie do gênero Bartonella que se sabe passível de contaminar seres humanos, revelou Jane Koehler, da University of California San Francisco. Em 1987, Jane encontrou sua primeira paciente com Bartonella na Clínica de Aids do Hospital Geral de São Francisco:
– A bactéria estava comendo um pedaço do osso do braço de um interno soropositivo por meses – contou. – Pode causar lesões extremamente dolorosas e tumores nos vasos sangüíneos de pacientes imunodeprimidos.
Em 1997, uma equipe de pesquisadores liderada por ela sugeriu que a febre do arranhão do gato, cujos sintomas incluem aumento da temperatura corporal e inchaço dos gânglios linfáticos, era provocada pela Bartonella henselae.
A nova bactéria é tratada com um antibiótico diferente do usado para a febre do arranhão do gato.
– Quando um paciente tem febre alta e persistente, precisamos encontrar o diagnóstico correto para administrar o tratamento apropriado tão logo seja possível – observou Jane. – Isso é especialmente verdadeiro nos casos em que o paciente tem um sistema imunológico fragilizado.
As conclusões foram publicadas no New England Journal of Medicine
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