
Sidney Navas
Uma ação que jamais deve parar. Os agentes de prevenção do Programa DST/Aids da Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro continuam distribuindo os kits voltados aos usuários de drogas. Na verdade são dois conjuntos. O primeiro deles é voltado especialmente para os viciados em cocaína inalada. O outro foi desenvolvido para aqueles que usam drogas injetáveis. Na manhã de ontem, quinta-feira (26), os agentes foram vistos nas imediações da Avenida Visconde do Rio Claro.
A Fundação Municipal de Saúde, através de sua assessoria de imprensa, faz questão de ressaltar que a entrega desses kits não acontece de forma aleatória. Ela é direcionada apenas aos usuários de drogas que são cadastrados no programa de prevenção. O cadastro é realizado no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) situado no Núcleo Administrativo Municipal (NAM). Por isso, se algum viciado quiser o material, é preciso antes fazer o devido cadastro.
O primeiro conjunto, destinado aos dependentes de cocaína (na forma inalada), é composto por preservativos, um cartão informativo sobre as hepatites B e C, inclusive orientando sobre vacinação e maneiras de prevenir essas doenças, lenço, haste flexível com algodão, um canudo descartável e um frasco com água para umedecer as narinas.
Já o segundo kit voltado para usuários de drogas injetáveis inclui seringa descartável, visando evitar o compartilhamento de seringas e a transmissão de doenças, como a Aids. A distribuição dos kits faz parte do programa federal que existe desde 2005, o Programa de Redução de Danos.
No caso do kit para usuários de cocaína, o objetivo é evitar o compartilhamento de canudos e o ressecamento das narinas, prevenindo assim a hepatite.
Atualmente cerca de três a quatro casos novos de portadores de hepatite C são registrados no município, com elevado índice de contaminação entre os usuários de cocaína inalada. Isso torna a distribuição de kits importante para a prevenção da doença.
Testes Rápidos
Gestantes e seus parceiros sexuais, como marido ou namorado, poderão fazer teste rápido para o diagnóstico de HIV e sífilis na rede básica de saúde pública, conforme portaria do Ministério da Saúde publicada na sexta-feira, dia 13, no Diário Oficial da União.
De acordo com a portaria, os testes de sangue serão feitos durante o pré-natal pelo programa Rede Cegonha. O resultado sai em menos de 30 minutos. Diagnosticar e tratar essas doenças o mais rápido possível durante a gravidez é importante para impedir a transmissão para o bebê.
De 2000 a 2009, foram identificadas 54.218 gestantes com o vírus da Aids no país, de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar da média nacional ter caído de 5,4 casos para 3 casos por 100 mil habitantes em crianças com menos de 5 anos de idade no período, houve aumento da incidência da doença nas crianças nas regiões Norte e Nordeste. Nessa faixa etária, a principal forma de transmissão é a vertical, de mãe para filho, na gestação.
Fonte: Jornal Cidade UOL
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