O leite materno é perfeito para o recém-nascido. O gesto, no entanto, pode ser frustrado por pequenas complicações pós-partoAs campanhas publicitárias do governo alardeiam que amamentar é um ato de amor. Mas, além de carinho, esse gesto pode demandar paciência e persistência. Para algumas mulheres, a amamentação chega a representar um esforço sobre-humano.
A boa notícia é que, cada vez mais, técnicas de como proceder com o recém-nascido são difundidas pelo Brasil, um dos países campeões de amamentação no mundo. São procedimentos simples, sem nenhum toque de mágica, mas baseados na observação da mãe e no contato direto com o bebê.
– Praticamente todas as mulheres podem amamentar, com exceção de casos muito particulares. É uma questão de orientação – esclarece o neonatologista Mauro Bacas.
De acordo com o médico, o hábito de dar o peito ao bebê pode ser prejudicado tanto pela falta de informação quanto pelo estresse pós-parto. Nada, porém, que não possa ser corrigido. O ideal é procurar profissionais especializados, que atuem nos primeiros dias de vida do bebê, como é o casos dos neonatologistas (pediatras que acompanham os recém-nascidos até 28 dias após o parto).
Um dos problemas mais comuns na amamentação está relacionado ao contato da boca do recém-nascido com o seio da mãe. O correto é que a boca fique na altura da aréola, região cheia de vasos ramificados e por onde o leite sairá. No entanto, muitas crianças abocanham o bico do peito que, além de ter vasos bem mais finos e com menor potencial de extrair leite, é mais sensível e passível de infecções. Cuidados simples podem preservar as mamas de ferimentos.
– O que fará a mãe amamentar é o estímulo hormonal do parto, o aporte de líquidos e a sucção do bebê no peito – explica a nutricionista Raquel Cardoso, também especialista em amamentação.
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DOR AO AMAMENTAR
Praticamente todas as mulheres podem amamentar. As exceções são mulheres com HIV e mulheres que fizeram mamoplastia para a redução das mamas. No caso de mulheres com próteses muito grandes, o médico deve avaliar se as glândulas mamárias foram prejudicadas.
Ocorre quando há rachaduras, que são consequência de o bebê não sugar direito. A mãe tem que, sozinha ou com ajuda especializada, ensinar o bebê a mamar direito.
MAMILO RACHADO
Normalmente acontece quando o bebê pega o peito incorretamente, sugando só no mamilo – o jeito certo é pegar toda a aréola.
Se já estiver ferido, deixar o colostro ou o leite que fica no próprio peito após a mamada secar naturalmente. A exposição ao sol também ajuda na cicatrização.
EMPEDROU. E AGORA?
A solução pode estar no banco de leite, onde as mulheres aprendem a massagear o peito e a extrair o leite.
Mas, atenção, as causas de empedramento são as mesmas: ou o bebê não está mamando direito e o leite não sai, ou a mulher realmente tem uma grande produção e, portanto, pode doar o excesso.
O LEITE É POUCO
É muito comum mulheres procurarem o hospital achando que tem pouco leite. Não há como saber, além da satisfação do filho. Em dúvida, deve-se procurar um banco de leite para o exame da mama.
CUIDADOS NA HORA DE DOAR
Toda mulher que amamenta e tem leite em excesso pode ser doadora. O primeiro passo é retirar o leite. Para isso, a mãe deve ter cuidados básicos, como estar com as mãos limpas, não deixar fios de cabelo caírem no recipiente de coleta e usar uma proteção na boca, como uma fralda ou uma máscara.
O leite retirado deverá ser congelado em recipientes de vidro, previamente lavados e fervidos. As tampas devem ser plásticas. Depois de colocado no recipiente, é recomendável o uso de etiquetas indicativas da primeira data de coleta. O prazo de validade é de 15 dias.
Depois é a hora de chamar os profissionais dos bancos de leite. Semanalmente, eles podem buscar o leite na casa de cada doadora.
DICAS
– À noite, há aumento da produção de prolactina, por isso é importante que a mãe se reveze com o pai nos cuidados com o bebê.
– l Deixe o bebê dormir o quanto quiser, sem acordá-lo para mamar. Normalmente, os intervalos de sono são de três horas.
– l Não há apenas uma posição para se dar de mamar. Cada mãe deve descobrir o jeito mais confortável para ela e para o filho.
ZERO HORA – RS |
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11/JANEIRO/10 |
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