As acções da companhia Australiana caíram cerca de 79% na Bolsa de Sidney, após o anúncio, apesar dos resultados positivos nos ensaios clínicos do produto.
A Avexa afirmou que as negociações com outras companhias tinham sido difíceis devido à necessidade da dose elevada do medicamento (800mg, duas vezes por dia), o que tornaria difícil conciliar a sua toma com a dos outros medicamentos anti-retrovirais.
Os potenciais parceiros também estavam preocupados com a dificuldade em determinar a potência do medicamento. Foi discutido que o uso de novos agentes activos num regime de base optimizado, que torna fácil para que os doentes experientes no tratamento consigam uma carga viral indetectável, pode mascarar a eficácia da apricitabina.
A apricitabina (ATC) foi desenvolvida para uso em doentes com resistência ao ITRNs. Um estudo de Fase III foi interrompido em Outubro de 2009 após 24 semanas. Este estudo comparava a apricitabina com o 3TC em doentes com resistência ao 3TC, recebendo um regime base optimizado.
Um comunicado de imprensa emitido em Março de 2010 revelou que, os doentes no grupo da apricitabina obtiveram uma redução adicional de 0,4log na carga viral quando comparado ao 3TC, e não indicavam que proporção de participantes do estudo em cada braço alcançou uma carga viral inferior a 50 cópias/ml.
“A lógica para o encerramento do ensaio, que se esperou que funcionasse até 2011, foi baseada em dois factores-chave,” disse o chefe executivo da Avexa, Julian Chick. “Primeiro, os resultados podem oferecer uma maior compreensão do papel da ATC no panorama geral do tratamento para o VIH e as discussões com autoridades reguladoras podem clarificar o caminho para a aprovação da ATC. Em segundo lugar, tal irá permitir uma maturação dos dados que permita aos parceiros poderem tomar uma decisão definitiva no licenciamento da ATC.”
A apricitabina está em desenvolvimento há mais de dez anos. A Avexa comprou o medicamento à Shire em 2005, e a companhia planeou um programa grande de desenvolvimento de medicamentos para o VIH. Licenciou um inibidor do CCR5, o nifeviroc, desenvolvido pela chinesa Target Pharmaceutical.
Este ano, a Tibotec recusou a opção de desenvolver alguns candidatos a inibidores da integrase, descobertos pela Avexa.
A Avexa afirmou que ainda iria procurar acordos de licenciamento para a apricitabina em regiões fora da América do Norte, mas não esperou por quaisquer acordos que permitissem recuperar o investimento já efectuado.
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