JORNAL DA PARAÍBA – PB |
AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS
27/09/2010
Depois que a soropositividade é descoberta, o tratamento com o coquetel de medicamentos precisa ser iniciado o quanto antes para evitar que doenças oportunistas comprometam a saúde do portador do vírus HIV. Neste sentido, a dificuldade de adesão dos pacientes ao tratamento tem sido um dos principais problemas enfrentados para que os portadores do HIV tenham uma qualidade de vida satisfatória na Paraíba.

Investir em uma boa rede de acompanhamento é uma das soluções apontadas pelo gerente operacional de DST/AIDS da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ricardo Soares. “Se o portador do HIV faz o tratamento corretamente, ele poderá ter uma qualidade de vida boa. Por isto estamos criando locais de acompanhamento, onde as pessoas possam ter explicações sobre a doença e sobre o tratamento mais perto de casa”, frisou.
Segundo Soares, já existem centros de acompanhamento em João Pessoa e Campina Grande e nos próximos meses deverão ser criadas novas unidades em Bayeux, Patos, Cuité, Cajazeiras, Pombal, Princesa Isabel e Itabaiana. “Estamos criando uma estrutura para que o diagnóstico possa ser feito de maneira mais rápida e para que o tratamento seja oferecido de forma mais confortável”, frisou.
A médica infectologista Francisca Maria Luiz trabalha no Hospital Clementino Fraga, uma das unidades de saúde de referência para o tratamento da AIDS na Paraíba. Ela destaca que a adesão ao tratamento não depende somente do uso dos medicamentos. “Muitos pacientes não têm uma alimentação adequada e isto também dificulta o tratamento. A falta de adesão ao tratamento também está muito relacionada a problemas sociais. Nós vivemos em uma batalha contínua pela adesão dos pacientes“, comentou.
Para a médica, a dificuldade de adesão acontece principalmente nos casos de portadores da doença que são moradores de rua ou usuários de drogas. “Estas pessoas geralmente não têm o apoio da família. O apoio dos familiares é muito importante para que o paciente consiga fazer o tratamento”, destacou.
Não abandonar o tratamento é um dos motivos apontados por Edvaldo Farias para que ele consiga conviver com o HIV sem ser acometido por doenças oportunistas. Portador do vírus há 15 anos, Edvaldo conta que há 13 anos começou a tomar o coquetel de remédios e hoje a carga viral está indetectável. “Logo que descobri que eu tinha AIDS quase morri por causa de uma doença oportunista, mas graças a Deus, há nove anos a carga viral está indetectável. Isto significa que o vírus está isolado. Sempre fui muito cuidadoso com o tratamento. Muita gente desiste por causa dos efeitos colaterais. Além da adesão à medicação, também é importante cuidar da alimentação e frequentar academia”, afirmou.
A médica Francisca Maria salienta que fazendo o tratamento é possível conviver com o vírus HIV sem nenhum sintoma. “Se o tratamento é realizado corretamente a pessoa consegue ter uma imunidade melhor. Mas é importante destacar que mesmo sem sintomas, o vírus é transmitido da mesma forma”, frisou. “Não existe mais um grupo de risco, por isto é importante que todo mundo se previna. Não existe uma cara para a AIDS, qualquer pessoa pode ser contaminada”, alertou.
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