, Mais comum e branda que a bacteriana, doença é considerada de fácil tratamentoAlexandre Lyrio Abactéria do tipo meningocóccica está presente em pelo menos 20% dos indivíduos, mantendo-se assintomática na maioria dos casos. Segundo infectologista Alcina Andrade, a doença não tem qualquer relação com o surto de meningite viral que assola Salvador. Trata-se de uma forma rara e grave. Mais comum e branda, a meningite viral á de fácil tratamento. “Mesmo que estejamos falando de uma bactéria devastadora, ela não infecta qualquer um”, reitera. Amiga de Vanderlei, a relações-públicas Mariana Trindade almoçou com o jornalista no mesmo dia em que foi internado no Aliança. Acompanhou de perto os primeiros momentos de aflição, quando o jornalista apresentou “dores pelo corpo e as mãos trêmulas”. Contactada pela Vigilância, Mariana também recebeu a profilaxia. Somente para casos como o dela, é necessário prevenir-se. “Os médicos garantiram que é apenas uma prevenção”, confirma. Mesmo os que compareceram à cerimônia de cremação, no cemitério Jardim da Saudade, e tiveram contato com o corpo podem tranqüilizar-se. Apesar de ser aconselhável que o caixão estivesse lacrado no momento do velório, as chances de infecção são mínimas. “Como o contágio se dá por via aérea, uma pessoa morta não consegue expelir a bactéria”, explica. Os que tiverem qualquer dúvida sobre o caso de Vanderlei Carvalho ou necessitem de informações sobre doenças infecto-contagiosas podem contactar a Sesab através do número 3611-6416.Jornalista lutou de forma obstinada contra a Aids A obstinada luta contra a Aids se tornou uma das marcas na vida de Vanderlei. O que mais intriga quem o conhecia é o fato de ele não ter morrido em decorrência da doença. Apesar de soropositivo, o jornalista comemorava o fato de ter zerado a carga viral no organismo. Depois de conviver com o HIV por pelo menos dez anos, em poucas horas Vanderlei morreu pela bactéria meningocóccica. Segundo a própria infectologista que o tratou, Jacy Andrade, a Aids não contribuiu para a evolução devastadora dos efeitos da bactéria. “O HIV dele estava controlado. Ele estava bem do ponto de vista imunológico”, assegura. No período em que conviveu com a Aids, em nenhum momento Vanderlei se deixou abater. Conhecido pela irreverência, chegava a brincar com o fato de ter conseguido interromper os efeitos do vírus.”Ele dizia sempre que não ia morrer de Aids. Falava que não ia dar essa ousadia ao HIV”, conta a médica. Vanderlei Carvalho foi uma das primeiras pessoas na Bahia a assumir em público que contraíra o HIV. Em 1996, criou o movimento HIVida, que levava informações sobre a doença para escolas, presídios e hospitais.CASOS DA DOENÇA Estado da Bahia Casos notificados – 1.805 Confirmados – 1.186 Óbitos – 91 óbitos Classificação dos casos: Etiologia viral – 742 Etiologia bacteriana – 244 Outras etiologias – 186 Em Salvador Notificados – 943 casos Confirmados – 708 Óbitos – 10 óbitos Classificação dos casos: Etiologia viral – 610 Bacterianas – 74 Outras etiologias e não especificadas – 32 casos]
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