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Taguatinga de bem com a vida

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Jornal de Brasília

Editoria: Pág.

Dia / Mês/Ano:

Cidades

 

03/DEZEMBRO/07

Taguatinga de bem com a vida 

 
Os moradores de Taguatinga puderam conferir, ontem, entre as 10h e as 16h, no Centro Esportivo Bernardo Sayão, a programação de atividades do Dia de Bem com a Vida. "Nosso objetivo é oferecer entretenimento e serviços de saúde para a população menos favorecida", declarou Sérgio Feltrini, gerente de Esporte e Lazer da cidade.

Parceria entre a Administração de Taguatinga e o Centro de Orientação Socioeducativa (Cose), o Dia de Bem com a Vida promoveu palestras sobre prevenção a doenças sexualmente transmissíveis e Aids, cuidados para evitar a proliferação do mosquito da dengue e higiene bucal. Especialmente para a criançada, houve apresentações teatrais, pinturas de rosto, pula-pula e pingue-pongue.

 

Moradora de Ceilândia e mãe de 15 crianças (dez de criação), a cuidadora social Zenóbia Almeida Silva levou seus filhos para o evento. "Temos poucas opções de lazer, quando aparece um evento como esse, só temos a ganhar. Só o fato de os adolescentes estarem envolvidos em atividades já é um lucro", disse.

 

Estratégia educativa

Durante o evento, a orientadora em saúde Jaildes Souza só forneceu camisinhas para aqueles que assistissem a uma breve palestra. O objetivo era assegurar o uso correto dos preservativos masculino e feminino. "Se eles não souberem como usá-los corretamente, não adianta", explica. A agente social Joaquina Viana, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest) elogiou o trabalho de conscientização: "Trabalhamos com meninos de modo socioeducativo. Eles precisam de orientações que, muitas vezes, nós não sabemos fornecer da mesma maneira que um especialista".

 

Morador do Abrigo Reencontro (Abrire), G.R.S., 17 anos, diz gostar desse tipo de evento para poder passar o tempo ao ar livre e ter contato com outras pessoas. "É muito legal estar aqui, já que não podemos sair do abrigo. Poderiam fazer isso mais vezes". "Muitos desses meninos são excluídos, por isso esse contato (com a comunidade) é importante, facilita a inclusão social", comentou o educador social Erimilson Macedo.

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