Sindicatos fecham parceria para enfrentar AIDS no local de trabalho
Este memorando trará mais voz aos trabalhadores no enfrentamento da AIDS”, disse o diretor geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somovia. “Um engajamento efetivo dos sindicatos nessa luta possibilita uma melhor proteção
dos trabalhadores nos seus locais de trabalho e, consequentemente, mais um passo ao objetivo de zerar o número de novas infecções do HIV”, acrescentou.
Um dos compromissos adotados pelos Estados membros das Nações Unidos, durante a Assembleia Geral sobre AIDS em 2011, foi diminuir o impacto da pandemia entre os trabalhadores, seus familiares e dependentes, o que trará resultados diretos nas economias dos países. A declaração das Nações Unidas também convoca a OIT a implementar ações mundiais contra a pandemia nos locais de trabalho.
“O movimento sindical está profundamente comprometido nessa luta. Nossa participação aumenta e fortalece a credibilidade e a eficácia das iniciativas a serem desenvolvidas contra a AIDS nos locais de trabalho. Proteger contra a discriminação e aumentar o acesso à prevenção do HIV e aos serviços de tratamento são metas cruciais para nós”, disse a secretária geral da ITUC, Sharan Burrow.
No Brasil, a Nova Central Sindical do Trabalho de Santos, por exemplo, tem apoiado no combate da epidemia. Em outubro do ano passado, o grupo reuniu trabalhadores, empregadores, entidades sociais, universitários e profissionais de saúde para a campanha “Cuidando de Quem Cuida”.
A partir da divulgação da recomendação 200 da OIT, a Nova Central enfatizou princípios como a não discriminação de soropositivos, a não obrigatoriedade de teste para o HIV, além da não demissão sem justa causa de portadores do vírus.
“É inaceitável que uma pessoa perca seu trabalho por conta da sua sorologia”, afirma o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé. “Os sindicatos são de vital importância para enfrentarmos esse problema, garantido os direitos dos trabalhadores”, completou.
Em 2010, uma pesquisa realizada por uma organização não governamental internacional mostrou que cerca de 1/3 das pessoas vivendo com HIV e AIDS já perdeu um emprego em decorrência da sua sorologia, teve cuidados de saúde negados e seu diagnóstico para o vírus da AIDS divulgado sem permissão.
O UNAIDS e a ITUC, com a colaboração da OIT, querem expandir as acções específicas voltadas aos trabalhadores, incluindo campanhas de advocacy contra a restrição da entrada de soropositivos em alguns países, o fortalecimento de leis que protegem as pessoas com HIV e a mobilização política para colocar em pauta no mundo discussões sobre jovens, trabalho e AIDS.
Entre as principais demandas brasileiras referentes ao tema “AIDS e trabalho” atualmente está a dificuldade de receber o auxílio financeiro da Previdência Social.
Liderados pelo Grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de AIDS) do Rio de Janeiro, trabalhadores denunciam que mesmo com atestados médicos de inaptidão para trabalhar, portadores do vírus estão com dificuldade de receber o auxílio; e muitos soropositivos que estavam aposentados por invalidez estão também sendo convocados a se reapresentarem ao trabalho sem condições físicas para exercerem suas funções.
O problema vem sendo discutido em eventos e em reuniões com representantes do Ministério da Previdência Social.
Redação da Agência de Notícias da AIDS
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS
DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS
01/05/2012
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