Violência doméstica

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O Liberal – SP

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Opinião

 

09/DEZEMBRO/07

Violência doméstica

 

8.2.2008 – 19:38 

Luiz Antonio Crivelari – editornet@liberal.com.br

Muito além da agressão física, a violência doméstica pode se manifestar de várias maneiras contra crianças e adolescentes que são os elos mais fracos na corrente de nossa sociedade. Assim passam a contar nas estatísticas as ameaças e humilhações que afetam psicologicamente estes seres.

Uma das formas mais habituais de violência é a malfadada omissão. Pais deixam de fornecer os cuidados necessários  ao crescimento e formação de seus filhos, que passam a sofrer faltas essenciais, Nem sempre a pobreza é o fator determinante neste tipo de omissão.

Nos últimos tempos os constantes registros de abuso sexual têm se mostrado como uma das mais perversas formas de violência. Muito mais freqüente do que se imagina, este tipo de violência deixa um trauma permanente na vítima.

Nota-se que, se levarmos em consideração o abandono dos menos protegidos pela família, que é o cerne de uma sociedade dita civilizada, as conseqüências serão certamente trágicas e o homicídio aparece como forma de solução final trágica.

A vulnerabilidade dos envolvidos indefesos faz  com que o valioso instrumento do Estatuto da Criança e do Adolescente seja o escudo vital para a defesa dos mesmos.

A não comunicação às autoridades, por parte dos profissionais que atuam diretamente com as crianças e adolescentes, dos casos relacionados a maus tratos é capitulada como preceito criminal.

Observar atentamente o comportamento de crianças e adolescentes envolvidos em casos de violência doméstica, pois são diferenciados, e a comunicação rápida e eficaz à autoridade responsável alivia o sofrimento e evita o chamado mal maior e a seqüela irreparável.

Devemos ficar atentos às marcas na pele, fraturas e outras lesões que podem ser decorrentes de freqüente violência. Muito utilizados por parte do adulto agressor é o cinto, o chinelo, o ferro de passar, o cigarro e o cabide de roupas, além de outros objetos de uso domésticos.

Pais que maltratam reiteradamente os filhos são, na maioria das vezes, os mesmos que promovem a falta de alimentação adequada, impedimento de freqüência às aulas  e deixam de dispensar cuidados na saúde.

A criança vitima de violência sempre carrega traumas,  são tensos, agressivos, rebeldes ou infantis para a idade.

Um dos pontos mais marcantes é a disfunção do aspecto relacionado à sexualidade, que se manifesta visivelmente incompatível com  a faixa etária apresentada. Não raro a doença sexualmente transmissível, como a Aids, se manifesta em decorrência do abuso sexual.

Comunicar às autoridades competentes, solicitar acompanhamento médico e psicológico, de advogados e profissionais ligados à área são providências que jamais devemos de deixar de fazer.

Vale muito a nossa iniciativa e pesa muito a nossa omissão. Nós é que escolhemos o destino de nossa juventude.

Luiz Antonio Crivelari é capitão PM da reserva e vereador pelo PP em Americana.


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