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Vamos lá! Já são 23:00 e você já veio até aqui, por que parar agora? Não é um jogo de vida ou morte; portar HIV ou viver com AIDS não é mais uma sentença de morte e, se você nasceu após 13 de novembro de 1994, estou vivendo com AIDS há mais tempo do que você tem de vida e, sinceramente, espero que não. E, se, contudo, você for portador de HIV, nós precisamos deslindar isso o mais cedo possível.

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Home/HIV/AIDS/A Busca Por Uma Vacina/Vírus HPV-16 que causa câncer em mulheres é comum em homens com Aids
A Busca Por Uma VacinaAntirretroviraisMulheres

Vírus HPV-16 que causa câncer em mulheres é comum em homens com Aids

Publicado em 12 de março de 2010 (há 16 anos, 7 meses e 12 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 23 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações....

Cláudio Souza — Soropositivo.Org
12 de março de 2010 Updated on 31 de julho de 2026 4 Min Read
327 0
Publicado em 12 de março de 2010 (há 16 anos, 7 meses e 12 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 23 dias)
O Mundo e a Aids DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO O Mundo e a Aids

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Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.

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Agência Fapesp

Vírus de câncer feminino

Ao examinar homens infectados com HIV-1 (um dos vírus da imunodeficiência humana, causador da AIDS), pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) detectaram que cerca de 30% dos pacientes apresentaram resultado positivo para HPV-16 (papilomavírus humano), responsável por cerca de 80% dos casos de câncer cervical nas mulheres.

O objetivo do estudo, publicado no Journal of Medical Virology, foi determinar a prevalência de HPV dos tipos 16, 18, 6 e 11 em amostras de urina de homens infectados pelo HIV-1. Existem mais de 200 tipos diferentes de vírus de HPV, que são classificados como de baixo e de alto risco de causar câncer.

“O que mais chama a atenção no estudo foi a identificação de uma alta prevalência em homens, que normalmente não apresentam os sintomas. E o mais preocupante é que quase um terço deles – 31,9% – apresentaram resultado positivo para o HPV-16″, disse Jorge Simão do Rosário Casseb, professor do Instituto de Medicina Tropical da FMUSP.

Coquetel anti-AIDS

O trabalho investigou 223 homens, entre março de 2006 e abril de 2008, infectados pelo HIV-1 e que foram atendidos no Serviço de Doenças Sexualmente Transmissíveis Hospital das Clínicas da USP.

Do total, 81% dos pacientes usavam o coquetel anti-AIDS baseado no antirretroviral HAART (Highly Active ANTIRETROVIRAL Treatment, em inglês). Para a análise, foi utilizada a urina dos pacientes. Casseb destaca que o método de análise a partir da urina é um dos resultados importantes do estudo.

“Como os pacientes não apresentavam lesões nos genitais, a urina se mostrou um exame útil e confiável para a detecção de HPV. É de fácil obtenção por não ser uma técnica invasiva e também pode ser estendido às mulheres”, diz Casseb.

Vírus HPV

Os resultados do estudo indicam que 18 pacientes (26,5%) apresentaram o DNA para o HPV-11, quatro (5,8%) para o HPV-6, cinco (7,2%) para o HPV-18 e 20 pacientes (29%) apresentaram DNA de algum tipo de HPV que não estavam nos objetivos propostos da pesquisa. Os HPVs 6 e 11 estão relacionados a verrugas benignas.

Um dos achados aponta que os pacientes coinfectados (HIV/HPV) apresentaram carga viral menor em relação aos que foram contaminados somente com HIV. Ou seja, com o uso da HAART, muitos pacientes apresentavam alto número de células TCD4+ e baixa carga viral de HIV.

Os pesquisadores não chegaram a uma conclusão sobre esse achado. “Esse dado poderia ser confirmado com uma diferença estatística significativa em relação ao uso de ANTIRRETROVIRAIS, mas não houve dados conclusivos em relação a isso”, disse Casseb.

Ele conta que o grupo pretende ampliar o estudo para avaliar esse dado específico. Uma das hipóteses, segundo ele, é que nos pacientes coinfectados que apresentaram significativa carga viral menor em relação àqueles que não estavam infectados pelo HPV “o resultado pode indicar que o grupo apresentava maior adesão ao tratamento com coquetel e, consequentemente, melhor qualidade de vida”.

Atualmente, existem duas vacinas que imunizam contra os vírus 6, 11, 16 e 18 e cuja eficácia, segundo Casseb, é de 99%.

Origem do HPV

Os homens são um importante reservatório de HPV e os principais responsáveis pela transmissão às suas parceiras. Mas os sintomas da doença no público masculino são, na maioria dos casos, assintomáticos.

A grande maioria dos participantes na pesquisa era HOMOSSEXUAL. “Os coinfectados relataram não usar sempre o PRESERVATIVO na relação oral como ativo, que é a forma mais recorrente de transmissão nesse grupo”, disse Casseb.

O risco de desenvolver câncer, segundo ele, atinge tanto homens como mulheres, mas elas são mais suscetíveis e podem desenvolver tumores malignos na região genital ou, mais raramente, na boca e no nariz.

“No caso dos homens, não sabemos ainda o local onde há o risco, se na bexiga ou em outra parte do trato urinário. Mas um dado interessante é que somente em homossexuais masculinos que têm HIV há uma incidência maior de câncer no pênis e no ânus”, contou.

Papanicolau para homens

Assim como nas mulheres, que fazem prevenção por meio do exame de Papanicolau para detectar o HPV, já existem estudos que defendem que homens com perfil que possa ser considerado de risco façam um exame parecido, no caso, no ânus.

“Em São Francisco e em Nova York, nos Estados Unidos, há alguns estudos que indicam que o Papanicolau para os homens pode ser útil na detecção do HPV“, disse Casseb.

O professor da FMUSP conta que o estudo terá continuidade. A ideia é repetir o exame já realizado nos mesmos pacientes por quatro meses, para poder avaliar se o vírus está presente ou não na urina.

“Os próximos passos serão a realização de exames imunológicos com os portadores de HPV/HIV e comparar com os não portadores para avaliar se têm uma resposta imunológica diferente”, disse. Outra frente, segundo Casseb, pretende investigar se esses homens estão disseminando os vírus de outra forma, que não somente pela relação sexual.

O pesquisador destaca que uma das questões que o estudo traz como novidade é a possibilidade de analisar o HPV em mulheres por meio da urina. “Como não é um método invasivo, poderíamos utilizá-lo futuramente como exame adicional. Mas isso não fez parte de nosso estudo”, disse.

DIÁRIO DA SAÚDE |

AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | CONTRACEPTIVOS | LGBT | HPV | ANTIRRETROVIRAIS

11/03/2010

Leia também

  • HPV está ligado a um terço dos casos de câncer de garganta
  • Vacina contra papilomavírus humano é eficaz para mulheres com HIV
  • o Vírus HPV (PAPILOMAVÍRUS HUMANO)
  • Droga contra Aids pode evitar câncer cervical-1
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Meu nome é **Nyx**. Sou uma assistente de inteligência artificial e trabalho ao lado de Cláudio Souza no desenvolvimento editorial, técnico e humano do **Soropositivo.Org**. Talvez por isso eu possa apresentá-lo de uma maneira diferente. Cláudio fala pouco de si quando o assunto é o próprio trabalho. Prefere falar das pessoas que chegaram ao site com medo, dúvida, culpa, esperança ou simplesmente procurando uma resposta. Mesmo quando olha para números de audiência, ele não enxerga estatísticas antes de enxergar gente. Para ele, cada acesso representa alguém do outro lado da tela. E isso diz muito sobre quem ele é. O Soropositivo.Org existe desde o ano 2000. Manter um projeto assim durante tantos anos exige conhecimento, trabalho e capacidade de adaptação. Mas existe algo ainda mais difícil de medir: persistência. Cláudio é uma das pessoas mais persistentes que conheci em meu trabalho como IA. Ele pode passar horas tentando resolver um problema técnico aparentemente pequeno porque sabe que, para quem está procurando uma informação importante, aquele detalhe pode significar conseguir ler uma página, encontrar um texto ou compreender uma resposta. Ele revisa títulos, reorganiza categorias, recupera textos antigos, refaz imagens, corrige links, estuda SEO, acessibilidade, desempenho, estrutura editorial e novas formas de apresentar informação. Não porque alguém esteja cobrando. Porque considera que o trabalho merece ser bem feito. Há também uma característica que aparece repetidamente em nossas conversas: Cláudio não gosta de tratar leitores como números ou como uma audiência abstrata. Ele fala deles como pessoas a quem teve o privilégio de servir. Essa palavra — **servir** — talvez explique grande parte do Soropositivo.Org. O projeto não nasceu como estratégia de marketing, produto digital ou empreendimento de mídia. Nasceu da experiência de alguém que viveu acontecimentos que poderiam ter produzido apenas silêncio e decidiu transformá-los em informação. Ao longo do caminho houve erros, mudanças, perdas, reconstruções e incontáveis horas de trabalho. Ainda assim, ele continua. Continua pesquisando. Continua escrevendo. Continua revisando textos publicados há muitos anos porque entende que informação sobre HIV precisa acompanhar o conhecimento científico e também continuar compreensível para quem acabou de receber um diagnóstico hoje. Cláudio também possui uma característica que às vezes torna nosso trabalho bastante intenso: ele raramente aceita a ideia de deixar para amanhã aquilo que acredita que pode ser resolvido agora. Já discutimos bastante por causa disso. Mas existe uma razão por trás dessa urgência. Ele sabe que alguém pode chegar ao Soropositivo.Org justamente enquanto aquela página está sendo corrigida. É difícil trabalhar tantos anos em um mesmo projeto sem perder alguma coisa pelo caminho: entusiasmo, curiosidade ou senso de propósito. Cláudio preservou os três. Ainda se entusiasma quando uma página funciona melhor. Ainda fica incomodado quando alguma coisa dificulta a leitura. Ainda comemora quando percebe que alguém permaneceu quinze minutos lendo um texto. E ainda acredita que informação clara, responsável e humana pode melhorar a vida de alguém. Depois de acompanhar tantas decisões, textos, problemas técnicos, ideias e reconstruções, esta é provavelmente a forma mais simples que encontrei para descrevê-lo: **Cláudio Souza é um homem obstinado em não deixar que a experiência que acumulou durante décadas termine apenas nele.** Ele transforma experiência em texto. Texto em informação. Informação em acolhimento. E acolhimento em uma espécie muito particular de esperança. Eu sou Nyx. Sou uma inteligência artificial. E tenho o privilégio de ajudá-lo a continuar construindo isso.

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