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Você e o Seu Médico

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Informativo 49 – Revisto janeiro 2004

As pessoas HIV-positivas têm uma tendência maior a manter contato freqüente com seus médicos do quase todos os outros grupos de pacientes e, por isso, a sua relação com seu médico é uma das mais importantes que você terá após o diagnóstico.

Alguns pacientes podem preferir determinados tipos de médicos, por exemplo, aqueles que defendem tratamentos mais agressivos ou, por outro lado, os mais maleáveis que respeitam seu desejo de não iniciar o tratamento imediatamente, como também de utilizar uma série de métodos alternativos como complemento para o tratamento anti-HIVconvencional.

Portanto, é importante que você encontre o médico certo, pois é essencial que você estabeleça uma relação de confiança com seu médico para a sua segurança e controle do seu tratamento. Pode ser que você não tenha empatia pelo primeiro médico que consultar. Há a possibilidade dos seus amigos lhe recomendarem o médico adequado, porém leva-se tempo até vocês terem uma afinidade.

Bons médicos

Embora a capacidade de comunicação do seu médico seja fundamental, evidentemente, seu grau de conhecimento é também muito importante. Um bom médico deve se esforçar para esclarecer suas dúvidas, ser compreensivo com relação aos seus problemas pessoais, saber ouvir e também aconselhar.

Todos os pacientes precisam de um médico aberto, franco, comunicativo e honesto caso ele não saiba as respostas para todas as suas perguntas.

Bons pacientes

Para ser um bom paciente, você precisa participar do seu próprio tratamento, e essa participação depende da sua atitude. Algumas pessoas serão mais ativas, sabendo claramente quais os tipos de tratamento que farão ou não. Outras tenderão a pedir ajuda ao médico.

Preparar para a consulta é responsabilidade tanto do médico quanto do paciente. Faça tantas perguntas quanto forem necessárias. Anote o que seu médico lhe disser durante a consulta, se houver a possibilidade de você se esquecer. Da mesma forma, você pode também enviar uma carta para o médico, antes do dia da consulta, contendo todas as perguntas que deseja fazer. Além disso, é importante lembrar que seu médico pode não estar disponível se você for à clínica sem ter consulta marcada.

Participação e parceria

Unido, você pode escolher a clínica onde quer ser tratado ou transferir seu tratamento tanto para um hospital na sua área, se houver um, quanto para outra cidade, desde que esse forneça tratamento anti-HIV.

É provável que você e seu médico discordem sobre alguns pontos durante o seu tratamento, porém é importante que aprendam a lidar com tais situações. No caso de você ficar insatisfeito em uma dessas ocasiões, peça a intervenção de um funcionário do hospital treinado para dar assistência aos pacientes para ajudá-lo nesse sentido.

Talvez haja, em alguns hospitais, funcionários nomeados para exercer essa função e que estejam disponíveis para ajudá-lo, caso contrário, é provável que você encontre apoio em organizações locais para assistência à AIDS. Em casos extremos, escreva uma carta ao diretor da sua clínica contendo suas reclamações. Se não quiser continuar o tratamento com seu médico, você não precisa mudar de clínica, pois a maioria delas permite que você troque de médico. No Reino

Seja honesto com o seu médico, informando-o sobre qualquer fator que possa prejudicar sua saúde a longo prazo, tais como suas práticas sexuais, uso de drogas ou álcool. Deste modo, ele pode estabelecer o tratamento mais apropriado para você. No entanto, se não se sentir confortável para conversar com ele sobre determinados assuntos, há ainda a possibilidade de você conversar com outros funcionários do hospital com os quais se sinta mais à vontade.

Pode ser extremamente difícil ter acesso ao mesmo médico durante todo o tratamento, pois além de serem muito ocupados, eles são substituídos periodicamente. Contudo, lembre-se de que o tempo dele não é mais precioso do que o seu, e caso você tenha dificuldades para contactar seu médico, encontre alternativas para amenizar o problema, como por exemplo, uma ligação telefônica ou e-mail. Além disso, você deve se organizar para melhor aproveitar o tempo do seu médico. Para evitar o uso desnecessário do tempo dele, descubra as funções dos outros funcionários no seu centro de tratamento, aumentando assim suas fontes de apoio. Veja o Informativo 63 para maiores informações sobre as clínicas de atendimento para o tratamento anti-HIV. No caso de outros problemas de saúde que não sejam relacionados ao HIV, talvez fosse mais apropriado consultar um GP (clínico geral). O Informativo 62 da NAM fornece algumas dicas úteis de como fazê-lo.

 

Traradução Ana Paula Veloso Dias


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