O perigo da clamídia (Plantão Médico)
JULIO ABRAMCZYK
COLUNISTA DA FOLHA
Uma adolescente sexualmente ativa, quando atendida em um serviço ambulatorial de urgência, deve ser também examinada por um ginecologista e submetida ao exame de esfregaço vaginal para eventual detecção de uma DST (doença sexualmente transmissível), principalmente a clamídia. Essa é a sugestão da professora Kathleen P. Tebb e colaboradores, da Universidade da Califórnia (EUA), para identificar as moças portadoras dessa perigosa infecção dos órgãos genitais.
A proposta está na revista “ArcHIVes of Pediatrics & Adolescent Medicine” deste mês. Nos Estados Unidos, a clamídia, doença transmitida pela bactéria Chlamydia trachomatis, é considerada a DST mais prevalente nas adolescentes.
As infecções por clamídia são assintomáticas. Por isso, é necessário o exame do esfregaço vaginal a cada ano para todas as adolescentes sexualmente ativas e adultas jovens. Sem tratamento, a infecção pode provocar infertilidade na mulher, entre outros problemas.
O homem tem 50% de probabilidade de se infectar com uma parceira doente. E passa a ter uma secreção uretral transparente pela manhã, ao acordar (gota matinal), quando infectado. Sem tratamento, a clamídia pode levá-lo à infertilidade masculina ou a infecções do epidídimo (epididimite), dos testículos (orquite) e da próstata (prostatite).
julio@uol.com.br
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07/JUNHO/09 |
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