13ª edição do evento acontece hoje a partir das 12h, na Avenida Araguaia
As cores do arco-íris tomarão a Avenida Araguaia esta tarde. A 13° edição da Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) de Goiânia está confirmada e espera reunir 100 mil participantes. A concentração será ao meio-dia na Avenida Araguaia, em frente ao Bosque Botafogo. O tema da manifestação é a “Criminalização da homofobia, união estável e identidade social”. O deslocamento será às 17 horas e cumprirá o mesmo itinerário de anos anteriores. Sai da Avenida Araguaia, segue pela Paranaíba, sobe a Tocantins. Depois de dar a volta na Praça Cívica, descerá a Avenida Araguaia e retorna ao local de origem. O evento é realizado pelo Fórum de Transexuais de Goiás.
Um dos coordenadores do evento, Marcos Silvério diz que o evento não é só uma festa, mas uma maneira de reivindicar direitos e políticas públicas. Ele deixa claro que a Parada, apesar do clima de alegria, roupas coloridas e fantasias, não é um “carnaval fora de época” ou “micareta”. “É um protesto e uma maneira de chamar a atenção para questões que precisam ser debatidas.” Entre os desejos está a equiparação da homofobia ao crime de racismo. Ele afirma que centenas de LGBTs são vítimas de crimes por esse motivo.
A união estável de pessoas do mesmo sexo também é um dos pontos que estão sendo debatidos desde o dia 1° de setembro durante a Semana LGBT, que se desenvolveu em vários locais da Capital. Segundo a psicóloga Beth Fernandes, o que se pleiteia não é o casamento em igrejas, usar vestidos de noiva ou coisas do tipo, mas o contrato, registrado em cartório, que visa defender principalmente os bens do futuro casal, o que não deve ser confundido com “casamento gay”. Por fim, a manifestação chama atenção para o direito à “identidade social”, que dá possibilidade ao TRAVESTI e TRANSEXUAL a usar e ter registrado em todos os seus documentos o seu nome social, ou seja, o nome condizente com a sua identidade de gênero.
A drag queen Maçu Pequi, de 28 anos, sente a discriminação na pele. Mas isso não interfere no trabalho que desenvolve há quase uma década em boates e bares do País. Goiana, ela se apresenta em cidades do interior de Goiás, Brasília, Tocantins, São Paulo, entre outros Estados. Ela já foi em pelo menos sete das 13 paradas realizadas em Goiás e garante que, a cada ano, fica melhor. Ela confirma presença na avenida esta tarde e garante que muitos vão se impressionar com sua fantasia. Ontem, ela experimentou uma das mais de 50 que tem no armário, mas disse que a que usará hoje é inédita. “Só posso adiantar que é uma cobra naja.” Ela convida aos que queiram conferir a roupa a ir na Parada hoje.
Teste rápido de HIV
A divulgação do teste rápido de HIV será uma das metas da Parada LGBT desta tarde. Material informativo, incentivando as pessoas a procurarem um Centro de Testagem Anônima para a realização do “teste rápido”, que é realizado em cerca de 30 minutos com total sigilo, segurança e de forma gratuita. Em Goiânia, o CTA fica no ambulatório logo atrás do Araguaia Shopping.
Desde o dia 1° de setembro, estão sendo ministradas palestras nas unidades de saúde do Estado. A intenção é a conscientização de funcionários de postos, Cais e Ciams para a necessidade de se colocar em prática os princípios da Carta SUS, que garante ao público LGBT atendimento humano e igualitário, livre de qualquer tipo de discriminação. A Semana LGBT/SUS teve o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Livro
Na sexta-feira, houve noite de autógrafos do livro Soldados não choram (foto). O livro relata a experiência do autor, o ex-sargento Fernando Alcântara de Figueiredo, com o seu parceiro, Laci Marinho de Araújo, no Exército.
DIÁRIO DA MANHÃ – GO |
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07/SETEMBRO/09 |
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