3,4 milhões de crianças têm HIV e apenas 28% estão em tratamento, informa UNICEF

Hoje: 1 · Últimos 7 dias: 7 · Últimos 30 dias: 7 · Este ano: 7 · Desde 17/09/2012: 942

No ano pas­sado, cerca de 3.4 milhões de cri­anças com menos de 15 anos es­tavam vivendo com HIV e aids em to­do o mundo, in­forma um re­cente re­latório do Unicef (Fundo das Nações Uni­das para a Infância). Aprox­im­a­da­mente 91% do total de casos es­tavam na África Sub­saari­ana.

De acordo com o Unicef, o trata­mento in­fant­il da aids con­tinua baixo no mundo, pois apen­as 28% das cri­anças que pre­cis­ari­am es­tar re­cebendo os medic­a­men­tos an­tir­ret­ro­virais estão, con­tra uma cober­tura de quase 60% do trata­mento para adul­tos.

O re­latório, no en­t­anto, mostra pro­gressos mun­di­ais na pre­venção da trans­missão ver­tic­al do HIV. Nos países de renda alta, por ex­em­plo, es­ta es­tratégia de pro­filax­ia está di­minu­indo para cerca de 2% a trans­missão do vírus da mãe para o bebê. Já nos países de renda baixa ou média, obser­vou-se, em 2011, que 57% das gest­antes es­tavam em trata­mento con­tra a aids para pre­venir a trans­missão ver­tic­al.

Os res­ulta­dos in­te­g­ram o doc­u­mento “O com­promisso com a sobre­vivência da cri­ança: Uma promessa ren­ovada”, e an­al­isa as tendências nas es­tim­ativas de mor­tal­id­ade de cri­anças pequen­as desde 1990.

Os da­dos, di­vul­gados em par­cer­ia com Grupo In­ter­institu­cion­al de Es­tim­ativas sobre Mor­tal­id­ade In­fant­il das Nações Uni­das, mostram ainda que o número de cri­anças menores de cinco anos que mor­reram em to­do o mundo caiu de quase 12 milhões, em 1990, para 6, 9 milhões, em 2011.

“O de­clínio glob­al na mor­tal­id­ade entre cri­anças menores de cinco anos é uma con­quista sig­ni­fic­ativa e uma prova do tra­balho duro e da ded­icação de mui­tos, in­cluindo gov­ernos, doadores, agências in­ter­nacion­ais e as famíli­as”, disse o Dire­tor Ex­ec­utivo do UNICEF, An­thony Lake, dur­ante o lançamento do doc­u­mento na se­m­ana pas­sada em Nova York.

Con­tudo, Lake lem­bra que ainda há tare­fas in­acaba­das nesta área. “Milhões de cri­anças menores de cinco anos ainda mor­r­em a cada ano de cau­sas evitáveis para os quais ex­istem in­ter­venções com­prova­das e acessíveis. Es­sas vi­das po­deri­am ser sal­vas por meio de va­ci­nas, nu­trição ad­equada e cuid­a­dos bási­cos e de saúde ma­ter­na. O mundo tem a tecno­lo­gia e o con­he­ci­mento para fazer isso. O de­safio é torná-los disponíveis para to­das as cri­anças”, disse.

e mostra que, em to­das as regiões do globo, as reduções mais sig­ni­fic­ativas fo­ram al­cançados na mor­tal­id­ade de cri­anças menores de 5 anos. Os da­dos di­vul­gados ho­je pelo UNICEF e pelo Grupo In­ter­institu­cion­al de Es­tim­ativas sobre Mor­tal­id­ade In­fant­il das Nações Uni­das mostram que o número de cri­anças menores de 5 anos que mor­reram em to­do o mundo caiu de quase 12 milhões, em 1990, para 6, 9 milhões, em 2011.

O re­latório destaca também que a região onde se loc­al­iza o País e sua situação econômica não são obstácu­los para a redução da mor­tal­id­ade na infância. Países de baixa renda, como Bangladesh, Libéria e Ru­anda, de renda média, como Brasil, Mongólia e Tur­quia, e de renda alta, como Omã e Por­tugal, têm feito pro­gressos im­pres­sion­antes na redução das taxas de mor­tal­id­ade de cri­anças menores de cinco anos, di­minu­indo a mor­tal­id­ade in­fant­il em mais de dois terços, entre 1990 e 2011.

Brasil – Se­gundo o Bole­tim Epi­demi­ológi­co de DST/Aids do Min­istério da Saúde, ob­serva-se no período de 1980 a junho de 2011 um total de 771 casos de aids em menores de cinco anos, a maior­ia no Pará (370 casos; 48%), seguido pelo Amazo­nas (231; 30%), Rondônia (59; 7,6%), Tocantins (38; 4,9%), Amapá (27; 3,5%), Ro­raima (25; 32,4%), e Acre (21; 2,7%).

Em 2010 fo­ram re­gis­tra­dos 79 casos, a maior­ia no Pará (40 casos; 50,63%) e no Amazo­nas (30 casos; 37,97%), com taxa de in­cidência re­gion­al de 5,1/100.000 hab­it­antes. No ano de 1998, o número de casos nessa faixa etária foi de 22, com taxa de in­cidência de 1,4/100.000 hab­it­antes, ou seja, houve um aumento de 259% no número ab­so­luto de casos e de 264% na taxa de in­cidência entre 1998 e 2010.

Fo­ram no­ti­fic­a­dos também, em 2010, 5.666 casos de HIV em gest­antes, com taxa de de­tecção de 2,0 casos por 1.000 nas­cid­os vivos.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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