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Um novo teste para carga viral

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Fonte: AIDSMAP

Um novo teste para carga viral pode ser usado em qualquer lugar acessível por automóvel printer friendly version send to friend glossary comment
Keith Alcorn, Thursday, June 17, 2004
Um novo teste desenvolvido pelo Instituto de Virologia Humana da Universidade de Maryland’s pode ser empregue em locais remotos da África desde que acessíveis por automóvel, expandindo o acesso à carga viral desde os hospitais centrais aos cuidados de Saúde primários.

O método relatado na edição de Julho do American Journal of Clinical Pathology, necessita de ser validado ainda em ensaios clínicos mas já ultrapassou a primeira barreira provando que pode detectar mais precocemente o HIV que os testes usados correntemente para a carga viral, a PCR RNA e que pode detectar o HIV a níveis mais baixos do que a PCR RNA usando uma menor quantidade de sangue (ver artigo acompanhante).

O Dr. Niel Constantine disse a aidsmap.com que o equipamento do teste poderá ser activado por uma bateria de automóvel. É baseado numa plataforma desenvolvida pela companhia norueguesa BioNor para testes de anticorpos.

“O que é que se pretende num país onde o fornecimento de electricidade é muito irregular e onde a média de temperaturas é superior a 37 graus centígrados, no que diz respeito às reacções imunológicas? Uma bateria de automóvel poderá também dar luz e permitir que os testes sejam feitos à noite, quando está mais fresco.”

O Dr. Constantine disse que as baterias das máquinas de cortar relva também poderão ser suficientes para produzir energia e que as baterias solares deverão ser mais caras que as baterias para automóveis.

O método não mede os níveis de carga viral com a mesma precisão que o método Real Time Immuno PCR explicitado no American Journal of Clinical Pathology.

“Nós planeamos desenvolver o método para limites de 30.000 a 40.000 cópias/ml uma vez que este é o limiar para o qual para as pessoas que não estão em tratamento se necessita de considerar o tratamento e pessoas em tratamento necessitam de alterações terapêuticas (antes de que se dê a progressão da doença) ” disse o Dr. Constantine

O teste realiza-se através do reconhecimento de uma alteração colorimétrica, tal como um teste de Elisa, mas pode também empregar um leitor portátil que mede o grau de alteração de intensidade da cor em relação a uma escala de cor padrão. Isto pode ajudar a saber a carga viral ao longo do tempo, sugeriu o Dr. Constantine se bem que o teste esteja ainda numa fase inicial do seu desenvolvimento.

É provável que o teste possa ser usado com um treino mínimo e que os técnicos sejam capazes de realizar 50 testes por dia.

O desenvolvimento do teste é suportado por $200.000 dólares da Doris Duke Foundation delineado para melhorar os cuidados clínicos em locais de recursos limitados.


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