Programa nacional quer aumentar adesão de pacientes a tratamento contra aids
Publicado em 19 de junho de 2009 (há 17 anos, 3 meses e 29 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 17 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações....
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Agência Brasil | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 20/JUNHO/07 |
19 de Junho de 2007 – 14h58 – Última modificação em 19 de Junho de 2007 – 14h59
Cleuber Nunes
Da Agência Brasil
Brasília – A Secretaria de Vigilância em Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids realiza hoje (19), em Brasília, o Seminário Nacional de Adesão. O evento discute as diretrizes nacionais para fortalecer as ações de adesão das pessoas que vivem com HIV e aids ao tratamento anti-retroviral. No Brasil, estima-se que 600 mil pessoas sejam portadoras do vírus, mas apenas 180 mil estão em tratamento.
“O seminário não é simplesmente uma ação de adesão aos tratamentos anti-retrovirais, mas uma discussão sobre o contexto de vida destas pessoas e o que precisa ser trabalhado”, afirma o diretor adjunto do Programa Nacional de DST e Aids, Eduardo Luiz Barbosa. Segundo ele, o mais importante é que as estratégias e relatos expostos possam ser replicados em âmbito nacional, estadual e municipal.
De acordo com epidemiologista e professora do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo (USP), Maria Inês Baptistella, 73% dos pacientes tomam regularmente o coquetel de medicamentos.
“Esse levantamento foi bem criterioso, pois não considerou um paciente assíduo a pessoa que esqueceu de tomar mais de 5% dos medicamentos nos três dias que antecederam a pesquisa. Entretanto, temos que identificar as causas do não tratamento regular, uma vez que o uso irregular do anti-retroviral pode induzir à resistência do HIV às drogas em uso”, alerta a pesquisadora.
O representante do núcleo na Bahia da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids, Moysés Toniolo, afirma que os efeitos colaterais são a principal causa de abandono de tratamento e que os pacientes devem ser ouvidos para a resolução do problema. “Se o paciente não for avaliado dentro do processo como parceiro que precisa ser ouvido, a gente não vai resolver os principais desafios que existem por aí”, ressalta Toniolo.
O Ministério da Saúde distribui gratuitamente o coquetel anti-retroviral em todas as regiões do Brasil e busca reduzir a incidência da doença, melhorando também a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus HIV. Informações adicionais podem ser obtidas na página www.aids.gov.br.
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