Mais de 700 pessoas de vários países estão sendo investigadas por suspeita de participar de uma rede internacional de pedofilia na internet, descoberta em uma operação que envolveu policiais de 35 países.
As investigações duraram dez meses e foram lideradas pelo Centro de Exploração Infantil e Proteção Online (Ceop, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha, que anunciou nesta segunda-feira o resultado da operação.
O Ceop diz que, graças ao esforço, 31 crianças foram salvas de abusos. O centro não confirmou se pedófilos no Brasil foram ou estão sendo investigados.
Agentes de pelo menos quatro países – Grã-Bretanha, Estados Unidos, Austrália e Canadá – foram mobilizados nos últimos meses.
Cerca de 200 dos suspeitos de participar da rede de distribuição de pornografia infantil são da Grã-Bretanha, entre eles Timothy Cox, de 27 anos, considerado o líder do grupo.
Bebês
Cox administrava um site chamado Kids the Light of Our Lives (“Crianças, a Luz de Nossas Vidas”, em tradução livre), em que havia a troca de pornografia.
A polícia descobriu no computador de Cox 75 mil imagens de natureza sexual. Também foram descobertos no computador indícios de que ele forneceu mais de 11 mil fotos a outros usuários da internet.
Cox, da cidade de Buxall (leste da Inglaterra), foi preso em setembro, e agentes policiais passaram dez dias no site fingindo ser ele, coletando informações sobre outros pedófilos.
No momento da prisão, cerca de 70 pessoas estavam online esperando para baixar imagens pornográficas. O britânico admitiu sua culpa no caso.
Um porta-voz do Ceop, Ian Robertson, disse à BBC que, entre as fotos apreendidas, havia desde bebês a adolescentes.
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