O Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids) lançou nesta terça-feira, 11 de dezembro, em Genebra, na Suíça, o Woman Out Loud (Mulheres em Voz Alta), documento que mostra a situação da pandemia de aids entre as mulheres e como elas estão lutando para enfrentar a doença. Segundo o documento, em média, uma mulher jovem é infectada pelo HIV a cada minuto.
Na faixa etária dos 15 aos 24 anos, o total de mulheres vivendo com o vírus é duas vezes maior do que entre os homens, sendo que na região Subsaariana do continente africano, 3% do total de mulheres jovens estão infectadas.
O documento inclui o relato de mais de 30 mulheres que vivem com HIV e cita o Brasil, ao lado da Argentina, como bom exemplo de país que oferece tratamento antirretroviral e assistência a infectados estrangeiros, independentemente da situação documental deles.
Segundo o Unaids, a aids é a principal causa da morte de mulheres em idade reprodutiva. As desigualdades de gênero e a violação dos direitos humanos são destacadas como aspectos de vulnerabilidade feminina frente ao vírus.
“Alcançar a meta de zero novas infecções pelo HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas à aids exigirá mais ações voltadas às mulheres e meninas”, disse o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibe. “As mulheres devem ter acesso à educação e ao conhecimento para terem a capacidade de se protegerem do HIV. Temos de ouvir as suas necessidades, as suas vozes e transformar as suas palavras em ação”, completou.
Para a ex-presidente do Chile e diretora executiva da ONU Mulher, Michelle Bachelet, “tornar as respostas mais eficazes contra a pandemia requer maior participação das mulheres na tomada de decisões”.
Sidibé, Bachelet e a diretora executiva da Rede sobre Saúde da Mulher da Namíbia, Gatsi Jennifer, escreveram o prefácio do documento.
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