O Mundo e a Aids DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO O Mundo e a Aids

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A Ver­da­de So­bre Pre­ser­va­ti­vos

Vári­as pes­so­as di­zem que os pre­ser­va­ti­vos são in­se­gu­ros e a edu­cação se­xu­al é ine­fi­ci­en­te pa­ra pre­ve­nir do­enças se­xu­al­men­te trans­missíveis e gra­vi­dez in­de­se­ja­da. Eles estão er­ra­dos, e está bem na ho­ra de cla­re­ar as coi­sas de uma ma­nei­ra di­re­ta.

É im­por­tan­te sa­ber on­de vem as afir­mações, de for­ma que você pos­sa ve­ri­fi­car e pos­sa jul­gar a pro­bi­da­de da fon­te. As­sim, pa­ra in­for­mação so­bre a con­fi­a­bi­li­da­de do pre­ser­va­ti­vo, ve­ja­mos o que o CDC (Cen­tro pa­ra Con­tro­le Pre­venção de Do­enças –um de­par­ta­men­to do go­ver­no de EUA) re­al­men­te tem que di­zer.

Abai­xo ci­tações de pan­fle­tos de CDC:

Hou­ve­ram re­cen­tes re­latóri­os de ocorrência de po­ros (fu­ros) no látex dos pre­ser­va­ti­vos e que es­tes po­ros se­ri­am gran­des o bas­tan­te pa­ra o HIV atra­ves­sar. Por que CDC re­co­men­dam ain­da pre­ser­va­ti­vos pa­ra pre­ve­nir in­fecção de HIV?

A Verdade Sobre Os Preservativos e furos em Látex

Os re­latóri­os so­bre fu­ros em látex pa­re­cem ter se ori­gi­na­do de um ar­ti­go em uma Re­vis­ta Ci­entífi­ca so­bre lu­vas de látex, não pre­ser­va­ti­vos. Bu­ra­cos tão gran­de quan­to 5 mícrons de diâme­tro fo­ram iden­ti­fi­ca­dos em látex usa­do em lu­vas. Porém, as lu­vas só são imer­gi­das uma vez no látex quan­do são fei­tas, en­quan­to os pre­ser­va­ti­vos são imer­gi­dos du­as ve­zes no látex. É aceitável que as lu­vas de látex fa­lhem em tes­tes de va­za­men­to de água a uma ta­xa de 40 por mil, en­quan­to são per­mi­ti­dos ape­nas 4 fra­cas­sos no tes­te de va­za­men­to de água por mil pre­ser­va­ti­vos an­tes que o gru­po in­tei­ro se­ja re­jei­ta­do. En­quan­to fo­ram en­con­tra­dos fu­ros que per­mi­tis­sem a pas­sa­gem do HIV em pre­ser­va­ti­vos de mem­bra­na na­tu­rais (co­mo os de tri­pa de cor­dei­ro), os pre­ser­va­ti­vos de látex não per­mi­tem ao HIV es­ta pas­sa­gem, a me­nos que o pre­ser­va­ti­vo es­te­ja es­tra­ga­do ou ras­ga­do. Usa­do cor­re­ta­men­te, pre­ser­va­ti­vos de látex são efe­ti­vos na re­dução do ris­co de in­fecção por HIV.

(CDC Bo­le­tim, 1 de ju­lho de 1992.)

1.Po­de o HIV “es­co­ar” por fu­ros mi­croscópi­cos em pre­ser­va­ti­vos de látex?

O FDA pu­bli­cou um es­tu­do fei­to en­tre ju­lho e agos­to 1992 so­bre DST de­ter­mi­nou que o HIV po­de­ria pas­sar pe­los fu­ros do pre­ser­va­ti­vo em con­dições la­bo­ra­to­ri­ais, de in­ten­so “stress”. Es­tas con­dições in­cluíram con­cen­trações mais al­tas do ” vírus ” (car­ga vi­ral) do que nor­mal­men­te se en­con­tra no sêmen hu­ma­no, e forças que si­mu­la­ram 10 mi­nu­tos de pressão DE­POIS DA eja­cu­lação. A mai­o­ria pre­ser­va­ti­vos de látex não per­mi­ti­ram o va­za­men­to de ab­so­lu­ta­men­te na­da. O pi­or pre­ser­va­ti­vo acha­do ain­da re­du­zi­ria o ris­co de ex­po­sição cer­ca de 10,000 ve­zes, só 1 vírus HIV po­de­ria es­co­ar em 1 de to­dos os 90 pre­ser­va­ti­vos. Em ou­tros tes­tes exe­cu­ta­dos de­bai­xo de ” con­dições nor­mais “, o HIV não atra­ves­sa um pre­ser­va­ti­vo de látex que não es­te­ja ras­ga­do ou que­bra­do.

2.Quão freqüen­te­men­te pre­ser­va­ti­vos es­tou­ram?

Os es­tu­dos não con­cor­dam em uma ta­xa exa­ta de es­tou­ro. Mui­tos es­tu­dos so­bre a efe­ti­vi­da­de do pre­ser­va­ti­vo con­ta­ram com que freqüência mu­lhe­res cu­jos os par­cei­ros usa­ram pre­ser­va­ti­vos pa­ra con­tro­le de na­ta­li­da­de e en­gra­vi­da­ram. Es­ta ” ta­xa ” de fa­lha in­clui ca­sos on­de o ca­sal não usou um pre­ser­va­ti­vo to­da vez que ti­ve­ram re­lações ou que não te­nha usa­do os pre­ser­va­ti­vos cor­re­ta­men­te. Al­guns es­tu­dos in­cluíram as ve­zes em que o pre­ser­va­ti­vo era aci­den­tal­men­te ras­ga­do pe­las pes­so­as que os uti­li­za­ram. Es­tu­dos em ou­tros países, so­bre es­tou­ro cau­sa­do por de­fei­tos no próprio pre­ser­va­ti­vo mos­tram uma ta­xa de es­tou­ro que va­ria de 0% a 7%. Nos Es­ta­dos Uni­dos, mos­tram a mai­o­ria dos es­tu­dos, que a ta­xa de es­tou­ro é de me­nos de 2 pa­ra ca­da 100 pre­ser­va­ti­vos, pro­va­vel­men­te me­nos que 1 pa­ra 100.

(CDC Bo­le­tim, 28 de ja­nei­ro de 1993.)

Es­tu­dos mos­tra­ram que pre­ser­va­ti­vos são 98% efe­ti­vos quan­do usa­dos cor­re­ta­men­te. (J. Trus­sel; Fra­cas­so an­ti­con­cep­ci­o­nal nos Es­ta­dos Uni­dos: Uma Atu­a­li­zação, Es­tu­do de con­tro­le de na­ta­li­da­de, 21(1), 1990.) (Ou­tros es­tu­dos mos­tram efe­ti­vi­da­de até me­lhor).

As­sim se você está ten­do re­lações se­xu­ais, use ca­mi­si­nha, e apren­da a usa – las cor­re­ta­men­te.

Ago­ra, so­bre edu­cação se­xu­al: ne­nhum es­tu­do ci­entífi­co com­pro­vou a efe­ti­vi­da­de de es­tratégi­as que en­si­nam a abs­tinência se­xu­al. Na re­a­li­da­de, três es­tu­dos mos­tra­ram que a edu­cação fun­da­men­ta­da na abs­tinência se­xu­al não está sur­tin­do ne­nhum efei­to; os ado­les­cen­tes con­ti­nu­am man­ten­do re­lações se­xu­ais. (S. Ch­ris­topher e M. Ro­o­sa, ” Uma Ava­liação de um Pro­gra­ma de Pre­venção de Gra­vi­dez Ado­les­cen­te,: E ” Só Di­ga não é o bas­tan­te? Re­lações Fa­mi­li­a­res, 39 (1990): 68-72; M. Ro­o­sa e S

. Ch­ris­topher, ” Ava­liação de um Pro­gra­ma de Pre­venção de Gra­vi­dez Ado­les­cen­te com abs­tinência se­xu­al,)

Por ou­tro la­do, há evidênci­as bas­tan­te con­vin­cen­tes que a “edu­cação in­clu­si­va” ou ” ba­se­a­da em re­a­li­da­de ” (o ti­po que nós de­fen­de­mos) é bas­tan­te efe­ti­va. Países co­mo a In­gla­ter­ra, Ga­les, França, e o Países Bai­xos que se adap­ta­ram à edu­cação se­xu­al ba­se­a­da na re­a­li­da­de dos fa­tos ti­ve­ram as ta­xas de gra­vi­dez ado­les­cen­te re­du­zi­das de du­as a se­te ve­zes em­bo­ra as ta­xas de ati­vi­da­de se­xu­al con­ti­nu­em apro­xi­ma­da­men­te as mes­mas (50-60%), ! (E. F. o Jo­nes al de et., gra­vi­dez “Ado­les­cen­tes em países de­sen­vol­vi­dos: fa­to­res de­ter­mi­nan­tes e im­pli­cações da políti­ca edu­ca­ci­o­nal”.

Preservativos e as perspectivas de con­tro­le de na­ta­li­da­de, 17(2), 1985, 53-63.)

As­sim, por que as pes­so­as afir­mam que o exa­ta­men­te opos­to é ver­da­de? É du­ro di­zer; mas eu sei que há gru­pos mui­to con­ser­va­do­res e fa­na­ti­ca­men­te re­li­gi­o­sos que estão es­pa­lhan­do men­ti­ras so­bre se­xo se­gu­ro e edu­cação se­xu­al num es­forço pa­ra im­por seu sis­te­ma mo­ral em to­do o mun­do sem con­si­de­ração pa­ra as con­seqüênci­as ca­tas­trófi­cas em nos­sas vi­das, nos­sa li­ber­da­de, e a bus­ca de fe­li­ci­da­de

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