AIDS: cai número de mortes e infecções Graças aos Antiretrovirais

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Contágio do vírus da AIDS (HIV) diminui 17% em oito anos e número de vítimas, 10%. Medicamentos prolongam vida de portadores, mas mais da metade das pessoas que precisam dos remédios não têm acesso

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Medicamentos prolongam vida de portadores do virus da AIDS, mas mais da metade das pessoas que precisam dos antiretrovirais não têm acesso a eles

Genebra – O número de pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo manteve-se praticamente inalterado nos últimos dois anos, na casa dos 33 milhões, mas os índices de novas infecções e de mortes diminuíram. As estimativas são da Organização Mundial de Saúde (OMS), órgão ligado às Nações Unidas (ONU), e da UnAids divulgadas num relatório sobre a epidemia. De acordo com o documento, as novas infecções pelo HIV, causador da síndrome da imunodeficiência adquirida, caíram 17% nos últimos oito anos. De cinco anos para cá, a quantidade de mortes em decorrência da síndrome caiu 10%.

Desde o surgimento da epidemia, na década de 1980, cerca de 25 milhões de pessoas morreram em decorrência da doença, mas um número maior de pessoas vive por mais tempo com a doença em razão da disponibilização de medicamentos. Por outro lado, mais da metade das pessoas que precisam dos remédios não tem acesso a eles, segundo o relatório atualizado da epidemia de AIDS de 2009, lançado em Xangai. Os chamados coquetéis são capazes de controlar o HIV, mas não há cura.

O relatório também indica que as terapias antiretrovirais tiveram um “impacto considerável na prevenção de novas infecções nas crianças”, impedindo 200 mil infecções de mãe para filho desde 2001. Mas os modos de transmissão da enfermidade evoluíram em algumas regiões do mundo, sem uma adaptação das campanhas de prevenção, lamenta a UnAids, que ressalta que poucas campanhas são direcionadas a pessoas com mais de 25 anos e aos casados ou envolvidos em relações estáveis.

A África subsaariana ainda é a região mais afetada pelo vírus HIV, com 67% do conjunto de pessoas que vivem com o HIV e 72% das mortes vinculadas à AIDS em 2008, segundo os dados da UnAids. Mas o documento indica também que a maioria dos progressos é observada na mesma região. “A boa notícia é que temos provas de que as reduções que observamos se devem, ao menos parcialmente, à prevenção”, comemora o diretor executivo da UnAids, Michel Sidibé. Desde 2001 o número de novas infecções na África subsaariana caiu 15%, o que representou quase 400 mil infecções a menos em 2008.

No Leste da Ásia, o declínio da taxa de novas infecções alcançou 25% nos últimos oito anos. No Leste Europeu, depois de ter sido constatado uma elevação do índice de novas infecções pelo aumento do consumo de drogas injetáveis, a taxa baixou consideravelmente. Estudiosos calculam que a pandemia de AIDS provavelmente alcançou seu ápice em 1996 e que atualmente parece estável em quase todas as regiões do mundo, com exceção da África. No geral, a epidemia parece estar se estabilizando, afirmou Paul De Lay, vice-diretor-executivo da UnAids, em Genebra. “Os dados que observamos confirmam isso”, afirmou. “É uma combinação de mortes decrescentes, mais pessoas vivendo, somando-se ao número total de infectados e uma redução nas novas infecções.”

Sidibé disse que os avanços na prevenção do HIV e no tratamento ainda são muito desiguais. “O maior problema que enfrentamos hoje é a desigualdade. É muito importante que não continuemos a ter 400 mil bebês nascendo com o HIV na África todos os anos”, afirmou. “Isso é algo que o mundo pode resolver. É por isso que pedimos pela eliminação quase total da transmissão de mãe para filho até 2015.”

Teguest Guerma, diretor-adjunto do departamento de HIV/AIDS da OMS, disse num comunicado à imprensa simultâneo em Genebra que, embora mais de 4 milhões de pessoas recebessem tratamentos contra o HIV no fim de 2008, em comparação com os 3 milhões do final de 2007, uma quantidade ainda maior de pessoas não os recebia. “Mais de 5 milhões de pessoas precisam de tratamento e não o obtêm”, afirmou Guerma, que fez críticas ao preço elevado dos medicamentos.

ESTADO DE MINAS – MG

Editoria: Pág.

Dia / Mês/Ano:

CIÊNCIA

 

25/NOVEMBRO/09


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