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AIDS | CONTRACEPTIVOS | ANTIRRETROVIRAIS
Em 2010, pela primeira vez, uma pesquisa para vacinas contra a dengue entrou na última fase de estudo antes de o produto ser submetido às agências reguladoras e ser lançado no mercado. Esta foi uma das conquistas científicas na área da saúde alcançadas pelo Brasil ao longo do ano, marcado por avanços no campo da imunização e da prevenção de doenças. O País também participou de estudos envolvendo uma PÍLULA que, se usada regularmente, é a aposta da medicina na prevenção da AIDS. Mais cinco países participaram da pesquisa. A luta contra a doença contou também com a criação de um gel vaginal capaz de reduzir o risco de contração do HIV durante o sexo desprotegido. Ainda em 2010, o mundo conheceu uma nova arma contra a malária: uma vacina que, a exemplo do produto antidengue, passou pela primeira vez para a fase 3 de pesquisa. Também no campo das vacinas, o infectologista Adilson Cavalcanti, da Faculdade de Medicina do ABC, aponta o produto contra a gripe H1N1, com produção concluída em 2010. “A tecnologia está permitindo que a gente corra a passos muito rápidos”, diz. Entre os destaques do ano, os especialistas ouvidos pelo JT apontam também os progressos nas pesquisas com células tronco e a discussão sobre a venda de antibióticos no País, que ganhou notoriedade por conta da superbactéria KPC. Relembre com eles as melhores notícias do ano para a área da saúde: Dengue e malária Foi inédito na medicina: em 2010, pesquisas sobre vacinas contra a dengue e contra a malária entraram na última fase de estudo antes de o produto ser submetido às agências reguladoras e ser lançado no mercado. Para o médico Alexandre Naime Barbosa, infectologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp, essas duas conquistas representam um avanço muito grande. “Todo mundo tem muita esperança de que elas vinguem. Mas é preciso lembrar que 80% das vacinas que entram em fase 3 falham”, pondera. Superbactéria A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que restringiu a venda de antibióticos nas farmácias a partir de 28 de novembro representou um avanço nas estratégias de prevenção contra o surgimento de superbactérias, de acordo com o infectologista Orlando Conceição, do Hospital São Luiz. AIDS Duas notícias agitaram o mundo científico em 2010 no que se refere à prevenção da AIDS. Um gel vaginal e um comprimido diário que podem reduzir os riscos de transmissão do vírus HIV foram recebidos com entusiasmo por especialistas. O estudo ‘Iniciativa Profilaxia Pré-Exposição’, que envolveu seis países, inclusive o Brasil, testou a eficácia preventiva da PÍLULA Truvada, que combina dois medicamentos ANTIRRETROVIRAIS antes usados apenas no tratamento da AIDS. Para os voluntários que fizeram o uso diário do medicamento, houve uma redução de até 92% no risco de contaminação pelo vírus HIV. Genética: Entrevista com Mayana Zatz, geneticista coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP Dos 10 destaques científicos do ano eleitos pela revista Science 6 são relacionados à genética. Como avalia o ano? Houve vários avanços tecnológicos a partir dos quais a gente pode entender melhor o funcionamento dos genes e, principalmente, imaginar estratégias para corrigir os defeitos genéticos. Os progressos foram principalmente nas pesquisas com células tronco. A criação de redes de terapia celular e de institutos permitiram muitos avanços. As descobertas estão ocorrendo em velocidade maior? Há algumas pesquisas que não se pode acelerar. Quando implantamos células tronco em camundongos e cães, temos de segui-los por 2 ou 3 anos. Isso é fundamental para ter segurança antes de fazer testes em humanos. Existe essa ansiedade e angustia por parte dos pacientes, mas as pesquisas estão andando e tem muita coisa nova surgindo. Quais são as perspectivas para a pesquisa genética no Brasil? O que precisa melhorar são os investimentos, a agilidade para importar materiais e a diminuição da burocracia. Enquanto a gente continuar perdendo mais tempo para viabilizar do que para executar a pesquisa, nunca vamos competir com o primeiro mundo. Os custos da pesquisa no Brasil são muitíssimo maiores porque gasta-se dinheiro com burocracia.
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