Um estudo apresentado ontem no encerramento da 12ª Conferência Internacional de Aids, em Washington, mostrou que iniciar o tratamento da AIDS com Antirretrovirais em indivíduos que ainda estão em estágio inicial de infecção pode retardar os sintomas da Aids e reduzir os riscos de transmissão do HIV. Um dos pesquisadores a anunciar os resultados, obtidos a partir de uma pesquisa sobre tratamento e prevenção financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, foi a brasileira Beatriz Grinsztejn, do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas.
O tratamento precoce também aumenta a expectativa de vida e previne gastos com infecções oportunistas.
Os resultados iniciais do estudo, que foi anunciado em 2010, demonstraram que o uso dos Antirretrovirais em pacientes recém-infectados reduziu em 96% os riscos de transmissão do HIV entre heterossexuais.
Depois de dois anos de acompanhamento dos dados de 1.761 participantes da pesquisa, os cientistas compararam aqueles que começaram a usar os medicamentos somente depois da contagem das células CD4+ estar em 230 por milímetro cúbico e os pacientes que iniciaram o tratamento antirretroviral precocemente, quando os exames apontavam a presença de 440 células por milímetro cúbico.
Essas estruturas de defesa são destruídas pelo HIV, e a quantidade presente no sangue é uma das formas de medir o avanço da infecção. Quanto menos células no sangue, maior a ação do vírus.
Como os Antirretrovirais geralmente causam efeitos colaterais fortes, evita-se, normalmente, medicar os pacientes muito cedo. O tratamento precoce, porém, vale a pena, de acordo com o estudo.
O grupo que foi medicado mais tarde demorou menos para apresentar sintomas da Aids, além de vários tipos de infecções respiratórias, como Tuberculose.
CORREIO BRAZILIENSE – DF | MUNDO
DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS
28/07/2012
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