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Após a primeira vez, jovem esquece preservativo

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JORNAL DO DIA ONLINE |

AIDS | CAMISINHA | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | CONTRACEPTIVOS

08/07/2010

No 20º aniversário da morte de Cazuza, a prevenção à AIDS ainda deixa a desejar

POR PÂMELA OLIVEIRA

Rio – Há exatos 20 anos, a morte de Cazuza, vítima de AIDS, chocou os brasileiros. As últimas imagens do cantor – muito magro e debilitado, aos 32 anos – marcaram uma geração. Apesar das conquistas, como o fornecimento universal do coquetel contra a doença, a prevenção ainda deixa a desejar. Entre os adolescentes, menos da metade usa PRESERVATIVOS em todas as relações sexuais com parceiros casuais. Para muitos, houve a banalização da AIDS.

Diretor adjunto do Departamento Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa afirma que o desafio hoje é fazer com que os adolescentes não parem de usar CAMISINHA. “As pesquisas mostram que o jovem usa o PRESERVATIVO na primeira relação, mas a partir do momento em que confia no parceiro, para de usar. Em um mês ele já faz sexo sem CAMISINHA e se expõe.”

Para o militante Cazu Barros, 38 anos, infectado pelo HIV há 20, os adolescentes e jovens veem a AIDS como uma doença crônica. “A imagem do Cazuza com AIDS fez com que as pessoas tivessem mais cuidado. Mas hoje muitos se descuidam porque acham que se for contaminado é só tomar o coquetel, que é gratuito. Mas não é simples assim. Os efeitos colaterais são fortes e se você for nos hospitais, vai ver que as pessoas continuam magras, morrendo como o Cazuza.”

Segundo o Ministério da Saúde, 587 adolescentes com idades entre 13 e 19 anos tiveram o diagnóstico da doença em 2008. “É inconcebível que um adolescente hoje seja contaminado pelo HIV. Isso mostra falha na prevenção. Faltam ações nas escolas e acesso a PRESERVATIVOS nos postos de saúde”, afirma Willian Amaral, secretário executivo do Fórum estadual de Ongs de AIDS do Rio de Janeiro.

Hoje, o Brasil tem 19 medicamentos contra AIDS, que podem gerar 32 combinações diferentes, de acordo com a necessidade do paciente. Em 1990, o único medicamento disponível era o AZT. “A época da morte de Cazuza era a idade das trevas. A informação era muito pouca e o tratamento, quase nenhum”, diz Willian.

Diagnóstico era tardio

No início dos anos 90, as pessoas tinham que sair do País para conseguir se tratar contra o HIV. Sem oferta de exames, o diagnóstico era tardio. “Naquela época, ninguém tinha informação, nem a oferta de teste de HIV, nem tratamento disponível. As pessoas só faziam o teste quando já estavam com sintomas”, diz Willian.

Apesar das conquistas, pacientes hoje ainda sofrem com a falta de médicos, remédios e exames. “Voltamos a brigar por coisas que lutamos há 20 anos”, diz Cazu.


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