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Bento XVI condena união gay

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JORNAL DE BRASILIA – DF | EXTERIOR

LGBT

14/09/2010

Papa reitera que Igreja rejeita leis que prevejam novas formas de casal ou família

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E este olhar… O que seria?… (…)

O papa Bento XVI voltou a dizer que a Igreja Católica não pode aceitar leis que prevejam novas formas de casal ou família, referindo-se criticamente aos relacionamentos homossexuais. A declaração foi feita em seu discurso ao novo embaixador alemão junto à Santa Sé, Walter Jürgen Schmid. “A Igreja vê com preocupação a crescente tentativa de eliminar o conceito cristão de casamento e família da consciência da sociedade”, explicou o Pontífice, que reiterou que “o casamento se manifesta como união duradoura de amor entre um homem e uma mulher, com o objetivo de continuidade da vida humana”.

Neste sentido, Bento XVI insistiu que “a Igreja não pode aprovar as iniciativas legislativas que impliquem o reconhecimento de modelos alternativos de vida de casal e de família”. Para o Papa, as novas concepções de família “contribuem para enfraquecer os princípios das leis naturais (…) e a confundir os valores na sociedade”.

O Santo Padre aproveitou o discurso concedido durante o ato de credenciais do novo embaixador alemão para reiterar as preocupações da Igreja Católica com os avanços da biotecnologia. Embora tenha dito que “não se pode rejeitar” o desenvolvimento científico, pediu que se tenha máxima atenção com ele.

“Temos o dever de estudar diligentemente até onde estes métodos podem ser de ajuda ao homem ou são somente de manipulação do homem”, acrescentou Bento XVI. Por isso, ele advertiu que, para a Igreja, “não existe vida digna ou indigna” e que não se pode desprezar nenhuma fase dela, incluindo a velhice e a doença.

PEDOFILIA NA BÉLGICA

Em reação ao relatório belga que apontou 475 denúncias de pedofilia e 13 suicídios nos anos 60, mais o reconhecimento da Igreja a respeito dos abusos, Bento XVI expressou “dor”, disse o Vaticano. As declarações do Pontífice em função das revelações sobre a magnitude dos escândalos de pedofilia na Igreja belga nas últimas décadas foram reveladas a um canal de televisão da Bélgica pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. “Naturalmente, o Papa sente muita dor depois da publicação de um relatório que revela mais de uma centena de testemunhos de vítimas de abusos sexuais,”, declarou o porta-voz.

A Igreja Católica belga afirmou que vai tentar tirar lições do escândalo de pedofilia sem precedentes que atingiu seus padres, depois da publicação, na sexta-feira passada, de um relatório que revela mais de uma centena de testemunhos de vítimas de abusos sexuais durante os últimos 50 anos. A comissão foi criada pela Igreja, mas ficou sob o comando do psiquiatra independente, Peter Adriaenssen, que revelou ter recebido, entre janeiro e junho de 2010, cerca de 500 queixas de vítimas.

Pedófilos ainda impunes

A Igreja Católica da Bélgica reconheceu “erros” na gestão dos casos de abusos sexuais a menores e se comprometeu a fazer todo o possível pelas vítimas, mas não previu punições para os autores dos crimes. A máxima autoridade eclesiástica do país, o arcebispo de Malinas-Bruxelas, André Léonard, respondeu às conclusões do relatório publicado na última sexta-feira, que constatou as centenas de denúncias de abusos sexuais e o suicídio de 13 vítimas. “Essas histórias e o sofrimento que contêm nos fazem tremer”, assegurou Léonard, em entrevista coletiva na qual ressaltou que a partir de agora a prioridade da Igreja será dar “atenção pessoal” às vítimas e facilitar sua reabilitação.

Léonard admitiu que o relatório da comissão formada pela própria Igreja inclui “sérias objeções” ao tratamento que durante anos foi dado ao problema dos abusos, e garantiu que “desejamos tirar as lições necessárias dos erros do passado”. No ele e outros responsáveis da hierarquia eclesiástica belga não pediram perdão abertamente.

Além disso, o arcebispo não apresentou nenhum plano concreto para compensar as vítimas. Léonard se justificou assinalando que o problema e as emoções que os casos geraram são “de tal dimensão que é impossível apresentar hoje uma proposta detalhada”.

A ação mais imediata será implantar um “centro para a cura e a reconciliação das vítimas”, estrutura integrada por quatro especialistas que trabalharão junto às vítimas e à Justiça para continuar com as investigações e propor respostas. No país comovido pela magnitude do problema, a maior parte das reações à mensagem de Léonard foi cética.

SAIBA +

O arcebispo de Malinas-Bruxelas, André Léonard, falou do caso do ex-bispo da diocese de Bruges, Roger Vangheluwe, destituído pelo Papa em abril após reconhecer ter abusado sexualmente de um sobrinho menor de idade.

Segundo Léonard, o Vaticano tomará uma decisão em breve sobre a possível expulsão de Vangheluwe da Igreja.. Já o padre belga Eric Dejaeger, acusado de abusar sexualmente de crianças esquimós no Canadá, se entregou à polícia de Louvain (norte da Bélgica).

 

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