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16/JANEIRO/08 |
Campanha distribuirá mais de 1,4 milhão de camisinhas durante a festa
Mariana Rios
Com irreverência, Carlinhos Brown, artista homenageado ontem no lançamento da campanha estadual de prevenção do HIV/Aids para o Carnaval, colocou em prática o discurso e mostrou como é fácil usar o preservativo. Na demonstração, “vestiu” o microfone e fez um apelo para o uso da camisinha. “Respeite o amor, o sexo, e salve muitas vidas”, discursou Brown, no auditório da Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus. Este ano, serão distribuídas durante a festa mais de 1,4 milhão de preservativos.
A campanha apresentada ao público e que começou a ser veiculada ontem em rádios e televisão é voltada principalmente para o segmento jovem da população. Na peça, compara-se o ato de não usar a proteção como um salto num precipício, sem equipamentos de segurança ou para rapel. Brown, que recebeu o troféu artista voluntário na luta contra a Aids, chamou a responsabilidade para os homens, como parceiro no cuidado com o corpo feminino.
“As meninas devem ter também no bolso, mas principalmente nós homens. Temos que vencer este preconceito no cuidado com o outro. Nossas meninas são lindas e merecem todo o respeito”, declarou Brown, que destacou a importância do trabalho voluntário na disseminação das informações sobre o uso do preservativo, que protege contra as doenças sexualmente transmissíveis e a Aids, além de evitar a gravidez.
Além de Brown, foram mobilizados outros grupos culturais, como o Ilê Aiyê, cujos integrantes vestiram a camisa da campanha e tocaram. Cada estado, segundo o diretor adjunto do Programa Nacional de DST/Aids, Eduardo Barbosa, vem desenvolvendo estratégias próprias de divulgação para atingir o maior público no estado. Na Bahia, desde 1984, foram registrados 8.330 casos, e 74% dos municípios do estado apresentam pelo menos uma notificação.
Além da quantidade cedida pelo Ministério da Saúde, a Bahia comprou sete milhões de camisinhas para reforçar o estoque de preservativos – a contrapartida estadual previa três milhões. O reforço na demanda é para suprir a criação de mais seis coordenações de DST/Aids nos municípios de Valença, Itamaraju, Remanso, Itapetinga, Senhor do Bonfim e Bom Jesus da Lapa. Com estas, todo o estado passa a ter 27 coordenações.
“A descentralização é necessária por conta da interiorização da epidemia, da pauperização e do crescimento entre as mulheres”, explicou a coordenadora do programa estadual DST/Aids, Edivânia Landim. Cada município que passa a sediar uma coordenação recebe R$75 mil por ano para ações de controle.
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