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03/DEZEMBRO/07 |
Rodrigo de Moraes / Agência Anhangüera
(02/12/2007)Enquanto a campanha nacional do Dia Mundial Contra a Aids, realizada no sábado, enfatizou a prevenção contra a doença entre os jovens, entidades que participaram da mobilização em Campinas, realizada na Praça Rui Barbosa, região central, se concentraram no trabalho de conscientização entre o público feminino. "A campanha deste ano é voltada à juventude, ainda que em Campinas nosso problema seja a Aids entre as mulheres", afirma Bete Zuza, coordenadora do núcleo de educação e comunicação social do Programa Muncipal DST Aids.
A coordenadora aponta que o número de casos da doença entre mulheres heterossexuais na cidade cresceu de maneira preocupante nas últimas décadas. Em 1987, a havia uma mulher com sintomas de imunodeficiência para cada 11 homens. Hoje, a proporção é de uma representante do sexo feminino para cada 1,5 indivíduo masculino.
Apesar desse crescimento, Bete comemora a diminuição dos casos de Aids no município. "O trabalho mais intensivo (de prevenção) que realizamos desde 2002 vem causando resultado: a Aids vem caindo verticalmente em Campinas", diz. A médica infectologista Cláudia Barros Bernardi, do DST/Aids, afirma que a doença têm acometido mulheres "que não negociam o uso (do preservativo) com o parceiro".
O evento em Campinas contou com ações educativas e informativas, além de apresentações artísticas e exposição de artesanato. Pela praça foram espalhadas tendas do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PMDST/Aids), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, da ONG Pessoas Vivendo com HIV e Aids (PVHA), além de estandes de entidades de apoio a mulheres, prostitutas, lésbicas, gays, travestis e transexuais. Dentro da campanha Vista-Se, do Ministério da Saúde, foram disponibilizados 20 mil preservativos para distribuição.
O local também foi palco da chegada da Walk For Life – A Grande Caminhada da Solidariedade, com início na Estação Cultura. A caminhada é uma ação mundial que entrou para o calendário da cidade. João Lino Vendito, representante estadual do PVHA, diz que com o desenvolvimento de drogas de combate ao HIV, criou-se a falsa idéia de que o uso de preservativo não é mais necessário. Ele reforça que, além da Aids, a camisinha previne outras doenças sexualmente transmissíveis de difícil tratamento. "Hoje está surgindo um tipo de sífilis mais resistente a medicamentos", afirma.
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