| ZERO HORA – RS | AIDS 10/07/2010 10/07/2010 04:07:26 – Zero Hora A redução de danos ganhou força na década de 1980 por causa do HIV, quando o Estado se sentiu obrigado a tomar alguma atitude para diminuir a epidemia. Com o passar dos anos, a ideia se ampliou e hoje existem vários métodos para fazer com que o usuário de drogas tenha uma vida menos destrutiva, de acordo com o especialista em Direitos Humanos, Domiciano Siqueira, presidente da Associação Brasileira de Redução de Danos: – Aconselhava-se ao usuário de drogas que trocasse a seringa para evitar o contágio da AIDS. Por isso, até hoje se tem a ideia de que reduzir danos é apenas trocar o material de consumo da droga. A opinião também é compartilhada pelo professor de medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás e psiquiatra Luís Gonzalo Gómez Barreto. Ele diz que é importante que os usuários procurem o tratamento o quanto antes para que não se precise atingir o estágio de redução de danos. |
Psicologia
Para alguns homens gays a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) pode reduzir o uso do preservativo
| Michael Carter, Thursday, July 01, 2010 |
Os investigadores afirmam que a disponibilização de uma PrEP que seja 80% eficaz poderá diminuir as inibições sobre sexo desprotegido. Os resultados demonstram também que tal poderá levá-los a encarar o sexo desprotegido como tendo um nível de risco aceitável.
Os investigadores comentam que “uma melhor compreensão das questões emergentes relacionadas com a disponibilização da PrEP permitirá o desenvolvimento de intervenções que apoiem tanto os utilizadores individuais como as intervenções desenhadas para aumentar o conhecimento e a aceitação da PrEP.
A PrEP envolve o tratamento de pessoas seronegativas para a infecção pelo VIH com medicamentos anti-retrovirais a fim de prevenir a infecção por este vírus. Os testes efectuados em laboratório e em animais tiveram resultados promissores. Um certo número de ensaios clínicos utilizando a PrEP está actualmente a decorrer e são esperados resultados a breve prazo.
Há um considerável optimismo sobre o impacto que a PrEP pode ter sobre a transmissão do VIH. No entanto, algumas pessoas advertem que a disponibilização de um método biomédico de prevenção pode levar algumas pessoas a utilizarem menos o preservativo e a não reduzirem o número de parceiros para evitar o VIH. Foi sugerido que o aumento de comportamentos de risco nas relações sexuais pode prejudicar os potenciais benefícios da PrEP.
Dois mecanismos psicológicos podem desencadear o aumento de comportamentos de risco a nível sexual devido à PrEP. O primeiro é a “desinibição comportamental”. Isto significa que as pessoas que querem ter sexo desprotegido poderiam vir a encarar a PrEP como um substituto para o controlo comportamental ou da utilização do preservativo.
É igualmente possível que a PrEP possa conduzir a uma “compensação do risco”. Algumas pessoas podem considerar que a PrEP reduz o risco de transmissão do VIH de tal forma que, quando sob PrEP, estarão dispostas a ter relações sexuais desprotegidas.
Poucas investigações têm sido conduzidas para avaliar o potencial impacto da PrEP no comportamento sexual. Assim, investigadores em Nova Iorque desenharam um estudo envolvendo 180 homens gays seropositivos para o VIH utilizadores de substâncias psico-activas que tinham tido, pelo menos, um episódio recente de sexo anal desprotegido.
Os participantes completaram um questionário sobre a utilização de drogas recreativas (cocaína, ketamina, ecstasy, metanfetaminas, GHB ou poppers), comportamento sexual de risco e atitudes em relação à PrEP. Os participantes responderam também a questões para avaliar a desinibição comportamental e a compensação do risco.
Os investigadores mediram a percepção do risco através de sete perguntas utilizando uma escala de cinco pontos, para avaliar o modo como o uso do preservativo estava dependente da percepção do risco do participante em cada encontro sexual.
Os homens tinham idade média de 29 anos e provinham de diversas origens étnicas. Apenas uma minoria (42%) tinha frequentado universidade e 40% tinha um rendimento anual inferior a 20 000 USD dólares. Os homens reportaram uma média de três relações sexuais de elevado risco nos 30 dias que antecederam o estudo, tendo duas destas ocorrido sob efeito de drogas recreativas.
Apenas 23% dos participantes tinha ouvido falar em PrEP. Três homens relataram ter utilizado a PrEP. Dois homens afirmaram que a utilizaram antes de ter sexo desprotegido com um homem cujo estatuto serológico para o VIH desconheciam; o terceiro homem disse que tinha utilizado a PrEP por saber que o seu parceiro era seropositivo.
Uma maioria significativa dos participantes (69%) afirmou que a utilizariam caso esta demonstrasse ser 80% eficaz.
As pessoas que relataram seis ou mais relações sexuais de risco nos 30 dias prévios, tinham significativamente mais probabilidades de relatar que utilizariam a PrEP do que aquelas que relatavam menos episódios de sexo desprotegido (OR = 2,71; 95% CI, 1,15-6,40).
Houve uma relação evidente entre a vontade de utilizar a PrEP e a desinibição sexual prévia (OR = 1,85, 95% CI, 1,24-2,75) e a percepção de risco reduzido (OR = 1,76, 95% CI, 1,08-2,87).
Dos homens que disseram que não se importariam de usar a PrEP, 36% relataram que a disponibilização da mesma iria provavelmente reduzir o uso do preservativo.
As pessoas que disseram que a PrEP iria reduzir a utilização de preservativo tinham mais probabilidade de ter um nível de escolaridade mais elevado (OR = 2,56; 95% CI, 1,19-5,47).
A dependência de drogas recreativas foi igualmente associada ao menor uso do preservativo, caso a PrEP fosse disponibilizada.
Os investigadores também encontraram evidências de que a redução da utilização do preservativo devida à PrEP estava associada à desinibição comportamental (OR = 1,76; 95% CI, 1,10-2,82) e à compensação de risco (OR = 2,48; 95% CI, 1,34-4,62).
Após o ajuste dos resultados para potenciais factores de confusão, os investigadores concluíram que a desinibição comportamental (OR = 1,24; 95% CI, 1,05-1,45) e a compensação de risco (OR = 2,30; 95% CI, 1,15-4,6) permaneciam fortemente associadas à disponibilização da PrEP e à redução do uso do preservativo.
“As nossas conclusões sublinham a importância de combinar a disponibilização da PrEP com intervenções comportamentais dirigidas a factores psicossociais específicos… que são mais relevantes para as populações em maior risco”, comentam os investigadores.
Concluem, “a PrEP tem o potencial de dar um contributo extraordinário na transmissão da infecção pelo VIH, mas as suas implicações na percepção de risco e do comportamento devem ser amplamente conhecidas e compreendidas”.
Referência
Golub SA et al. Preexposure prophylaxis and predicted condom use among high-risk men who have sex with men. J Acquir Immune Defic Syndr, advance online publication, 2010.
Tradução
GAT – Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA
Prostitutas de todo o país se reúnem para discutir o ofício em Porto Alegre
| ZERO HORA – RS | GERAL
Encontro da Rede Brasileira de Prostitutas acontecerá pela primeira vez fora do Rio de Janeiro Porto Alegre sediará pela primeira vez um evento que acontece há cinco edições no Rio de Janeiro. É o Encontro da Rede Brasileira de Prostitutas que reúne profissionais do país todo para discutir questões como a normatização da ocupação. O evento será de quinta-feira a sábado na Casa de Cultura Mario Quintana e no City Hotel. São esperadas 80 prostitutas e 60 ativistas e pesquisadores que discutirão ações desenvolvidas pela Rede em sua luta pelo reconhecimento de direitos trabalhistas, direitos sexuais e melhores condições de vida e segurança. Uma das principais reivindicações é a normatização da atividade. A prostituição consta na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) como um ofício legal, mas não existe uma legislação trabalhista para regulamentar a atividade, o que já é feito em países como a Holanda e a Alemanha. Você é a favor ou contra essa normatização no Brasil? De acordo com uma das integrantes da coordenação do Núcleo de Estudos da Prostituição (NEP), Tina Taborda, é preciso esclarecer a população: – Acho importante que as pessoas saibam que a prostituição é uma ocupação legal – ressalta. O NEP realiza, desde 1989, intervenções nas ruas da Capital, nas quais temas relacionados à saúde, cidadania e autoestima são abordados com as prostitutas. Na sede, as profissionais têm a oportunidade de participar de oficinas com médicos, advogados e psicólogos. NEP trabalha a autoestima e a cidadania das mulheres Sarah (como prefere ser chamada), 49 anos, é uma das sócias-fundadoras do NEP. Ela trabalha nas ruas há 24 anos e tem duas filhas adultas, das quais nunca escondeu seu ofício. – Até então eu pensava que não era ninguém – disse Sarah, referindo-se ao momento em que conheceu o núcleo. Nas ruas, ela já sofreu violência e discriminação e o NEP ajudou no resgate de sua autoestima. Hoje, Sarah fala sobre prostituição em palestras às colegas de ofício. Ela acredita que os clientes ficaram mais civilizados com o passar dos anos e, agora, também prezam pelo uso de PRESERVATIVOS. – Depois da epidemia da AIDS, a gente percebeu como era importante se prevenir – relata a prostituta. Na abertura do evento, que acontece às 18h30min de quinta-feira na Casa de Cultura Mario Quintana, haverá um desfile da grife carioca Daspu, marca da ONG Davida. Sarah está entre as modelos. – Vai ser ótimo! A gente está com uma expectativa muito boa – conclui Sarah. Ela trabalha nas ruas há 24 anos e tem duas filhas adultas, das quais nunca escondeu seu ofício. – Até então eu pensava que não era ninguém – disse Sarah, referindo-se ao momento em que conheceu o núcleo. Nas ruas, ela já sofreu violência e discriminação e o NEP ajudou no resgate de sua autoestima. Hoje, Sarah fala sobre prostituição em palestras às colegas de ofício. Ela acredita que os clientes ficaram mais civilizados com o passar dos anos e, agora, também prezam pelo uso de PRESERVATIVOS. – Depois da epidemia da AIDS, a gente percebeu como era importante se prevenir – relata a prostituta. Na abertura do evento, que acontece às 18h30min de quinta-feira na Casa de Cultura Mario Quintana, haverá um desfile da grife carioca Daspu, marca da ONG Davida. Sarah está entre as modelos. – Vai ser ótimo! A gente está com uma expectativa muito boa – conclui Sarah. ZEROHORA.COM |

Associação Civil Anima | Av. Otacilio Tomanik, 1569- Rio Pequeno – São Paulo – SP – CEP: 05363 101 – Tel/ Fax: (11) 3763 2159
R. Maestro Savino Benedictis, 60 – Rio Pequeno – São Paulo – SP – CEP: 05379 070 – Tel/Fax: (11) 3768 2082
Com projeto voltado para crianças e adolescentes, Anima precisa de voluntários para atuar em várias áreas
anuncie! A Anima, atende 100 crianças com até seis anos de idade, no bairro Rio Pequeno, na capital
A Associação Civil Anima está com 46 vagas abertas para voluntários que desejam atuar em diferentes áreas. A entidade encabeça diversos projetos nas áreas da educação e assistência social, contribuindo para os processos de aprendizagem e desenvolvimento para crianças, adolescentes e famílias, facilitando a inclusão social e exercício da cidadania, principalmente na luta contra a AIDS.
Só o centro de educação infantil anima atende 100 crianças de quatro meses a seis anos em período integral. “Fazemos a integração entre as crianças da comunidade, filhos de portadores e soropositivos”, ressalta Renata Godinho Brandoli, coordenadora do projeto Voluntarianima.
Com a criação do espaço anima família, a organização não-governamental (ONG) oferece aulas de língua portuguesa, dança, informática, além de permitir acesso à internet, biblioteca e grupo de convivência, promovendo a discussão de diversos temas, ampliando assim o seu universo cultural, social e profissional. Com isso, contribui para a formação e informação das famílias para melhor compreenderem o processo educacional, formação social e emocional das crianças do centro.
A ONG também conta com uma equipe de psicopedagogos, formada por alunos e ex-alunos no Mackenzie, que avaliam e melhoram as condições de aprendizagem de crianças, jovens e adultos que, por qualquer motivo, não se encontram em total disponibilidade ou em condições de adquirir e preservar conceitos, sejam eles formais (escolares), ou cotidianos (conhecimento de mundo);
Apesar de ter sido fundada em 1994, a ONG não preenchia os requisitos para ser considerada uma entidade do terceiro setor. Por isso, iniciou uma parceria com o Centro de Voluntariado de São Paulo (CVSP), para elaborar e implantar um projeto de voluntariado. No ano de 2009, representantes do Anima participaram de um curso para aprender a gerir um programa de voluntariado.
Finalmente este ano, a instituição iniciou a implantação do projeto, capacitando os voluntários que já atuavam na entidade. “Foram dois meses de muito trabalho para arrumar a casa. Depois de tanto esforço, finalmente nasceu o projeto Voluntarianima”, lembra Renata que ressalta: “Agora só falta ampliar o número de voluntários”.
PROJETOS
A Associação Civil Anima fica na Avenida Otacilio Tomanik, 1569- Rio Pequeno – São Paulo – SP. CEP: 05363 101. Para obter mais informações ou se inscrever no programa de voluntário ou saber mais sobre os projetos desenvolvidos pela ONG ou patrocinar, basta ligar para Fone/Faz (11) 3763 2159 ou por meio do site http://www.anima.org.br
DIÁRIO DE SÃO PAULO – SP |
AIDS
Se você tem menos de trinta e cinco anos provavelmente nunca ouviu falar destas pessoas.
Entretanto, eu lhes asseguro que todas elas, em suas épocas, foram personalidades marcantes, que conheceram a fama, a glória e o estrelato.
Todas elas morreram afetadas pela AIDS e suas conseqüências, numa época em que pouco ou nada se poderia fazer por alguém que fosse diagnosticado como “soropositivo”.
Você, hoje, tem escolha.
Sabe como evitar a AIDS.
Basta usar camsinha.
Não viva na ilusão de que o tratamento resolve… Ele ajuda você a manter-se vivo, mas viver é mais que uma seqüência de “sístoles e diástoles”…
Vida, em plenitude, significa não precisar ter medo de nada, poder trabalhar, amar, ser amado sem que tenham meu de seu beijo, de seu abraço, de um simples olhar…
Pense nisso e, mesmo havendo remédios que “evitam que você contraia o vírus“, eles não são cem por cento eficientes e seis, a cada dez pessoas, pode ser contaminada mesmo assim!
Use camisinha! Viva tempo o bastante para encontrar a pessoa certa.
Não morra de amor… Não mate de amor…
Documento avaliado pelo W3C como XHTML1 Válido!
- Suporte Máximo Hospedagem de Sites, Criação de Sites e Consultoria em TI
- Otimizado Pela Otimização de Sites SEO Plus
Estes Links abrirão em outra aba de seu navegador
Viver com AIDS é Possível! Com preconceito Não!
Adequação feita em Setembro de 2012
I am a PWA
Você precisa fazer login para comentar.