| ORB.NET | CAMISINHA | ANTICONCEPCIONAIS | CONTRACEPTIVOS 13/07/2010
Estudo: gravidez não planejada em obesas alcançou 43,5%. Entre as magras a taxa ficou em 13,3%Saúde sexual em xeque aproxima das obesas problemas na gestação e mortalidade materna. Não é só a saúde cardíaca e metabólica das obesas que apresentam piores indicadores quando comparados aos das mulheres com peso normal. Uma pesquisa recém publicada mostra que a vida sexual das gordinhas também é prejudicada pela obesidade. Pesquisadores franceses entrevistaram 5.535 mulheres e as conclusões foram publicadas na edição de maio do Britsh Medical Journal, uma dos mais importantes veículos do meio médico. Os dados mostram que entre as obesas que engravidaram, 43,5% não haviam desejado a gestação. Já as mulheres com peso em acordo com a altura a taxa de gravidez não desejada foi de 13,3%, uma diferença comparativa de 3,2 vezes. A incidência de abortos realizados nos últimos cinco anos também apresentou abismo numérico entre os dois grupos: 22.4% das obesas declararam já ter interrompido a gestação no período, estatística que cai para 6,1% no grupo com peso normal. Tudo misturado O médico ginecologista Jorge José Serapião, especializado em sexualidade e sócio da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana, recorre a uma mescla de fatores para explicar a maior vulnerabilidade das obesas à gravidez não planejada. “A sexualidade fica contaminada, porque a mulher obesa sofre muito mais preconceito, não se sente desejada, acaba sofrendo mais depressão e uma maior dificuldade de negociar a CAMISINHA com o parceiro”, explica. “Se já não bastasse tudo isso, existem os prejuízos na sexualidade reprodutiva. Elas sofrem mais de ovários policísticos, apresentam mais irregularidades na menstruação e têm um leque menor de oferta de CONTRACEPTIVOS hormonais. É muito comum elas terem problemas metabólicos que as impedem de usar algumas pílulas por exemplo”, completa. Desde abril deste ano, os ginecologistas brasileiros passaram a receber uma diretriz da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) de não recomendar o uso de pílulas ANTICONCEPCIONAIS para pacientes com diabetes, quando a doença estiver descontrolada. O diabetes é doença comum entre as obesas e controlar os níveis glicêmicos quando há excesso de peso, afirmam os endocrinologistas, é ainda mais difícil. O menor uso de ANTICONCEPCIONAIS, de fato, foi mostrado pela pesquisa francesa. O uso de algum método CONTRACEPTIVO é de 78,7% entre as magras, contra 58% nas que ficam na categoria da obesidade. O último grupo também apresentou quase cinco vezes mais queixas sobre problemas sexuais, desde falta de libido até rejeição. Serapião acrescenta que estas particularidades da saúde sexual na obesidade são agravadas pela invisibilidade que o assunto ganha dentro dos próprios consultórios clínicos. Não há o debate sobre sexualidade com os profissionais de saúde e não há nenhum espaço para este tipo de discussão. Mais mortes Este conjunto de problemas que ameaça a saúde sexual das gordinhas já coloca os médicos do mundo todo em alerta. Isso porque o aumento expressivo dos casos de elevado Índice de Massa Corpórea (IMC) no sexo feminino pode ser acompanhado por gráficos não apenas de maior incidência de gravidez indesejada ou disfunção sexual, como também uma alta de mortalidade materna e infantil. Em 2006, pediatras e ginecologistas do Centre of Maternal and Child Enquiries, da Inglaterra, publicaram um estudo chamado Investigação Confidencial sobre Morte de Mães. Dos 295 casos de mortes maternas investigados, 35% das gestantes estavam acima do peso, sendo 15% delas obesas mórbidas, o maior fator de risco detectado. Desde o ano passado, os responsáveis pelo inquérito inglês atualizam os dados sobre a morte de mães. Os próximos resultados só ficaram prontos em 2011, mas não há dúvidas para os organizadores de que as obesas continuam no topo do ranking das preocupações. Dados nacionais No Brasil, o mesmo problema foi identificado. Uma análise do Ministério da Saúde feita em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz calculou que entre 1990 e 2007 dobrou o número de crianças menores de 1 ano que adoeceram de problemas negligenciados durante o período em que estavam na barriga de suas mães. Hipertensão, diabetes e eclampsia são só algumas delas, todas mais comuns em mulheres obesas e gestantes. O maior risco das grávidas com obesidade – e a necessidade de respostas de políticas públicas eficientes – já havia sido calculado pela obstetra da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Ana Cristina Tanaka, em 1981. Naquele ano, na Revista de Saúde Pública de São Paulo, ela publicou um estudo e mostrou que enquanto 11,8% das grávidas obesas tinham doenças gestacionais graves, sendo que nas gestantes com peso normal o índice era de 2,4%. A morte de mulheres após o parto chegou a 106,4 por mil entre as obesas e 12,7 por mil entre as magras. |
Psicologia
| JORNAL DO BRASIL – RJ | CIDADE LGBT 12/07/2010 Luiz Urjais A comunidade LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – já conta com um centro de referência na luta contra a homofobia. Trata-se de uma unidade localizada no sétimo andar do prédio da Central do Brasil que, desde a sua inauguração, no dia primeiro de julho, já atendeu a cerca de 40 pessoas, vítimas de algum tipo de violência. Considerada uma ação pioneira na cidade, o andar possui salas de atendimento para aconselhamento e orientação psicológica, um auditório multi funcional – com 200 lugares – e uma sala de telemarketing para o funcionamento do Disque LGTB (0800-234-567), serviço ativo 24 horas por dia para denúncias de violência e discriminação. Segundo o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento, estima-se que, com a instalação da sede na Central do Brasil, haja um aumento considerável no número de ocorrências, no estado. – O último levantamento que fizemos registrou, de janeiro a julho, 300 ocorrências, em todo o Rio – disse Nascimento, que apontou assassinato e violência familiar como crimes mais comuns aos gays. – Com certeza, o número é bem maior que este, pois como as pessoas não sabem onde procurar ajuda, acabam se calando. Com a estrutura poderemos promover campanhas maiores e centralizar o atendimento. Nascimento explicou, ainda, que o novo serviço está em fase de teste até o fim de agosto. Mas, disse que isso não tem interferido no agendamento prévio dos atendimentos às pessoas que se sentem vítimas de homofobia. – A prioridade agora é a de capacitar a equipe que trabalhará na unidade. Serão cerca de 125 funcionários – informou Nascimento que já tem uma lista de 20 atendimentos agendados para o mês de setembro. – No momento, estamos atuando apenas com o monitoramento de crimes, através do disque LGBT. Logo teremos, também, assistência psicológica e jurídica para quem precisar da gente Cerca de 40 pessoas vítimas de violência já foram atendidas desde o dia 1º de julho Acusados de homicídio têm sigilo telefônico quebrado O Tribunal de Justiça do Rio concedeu a quebra de sigilo telefônico dos acusados de sequestrar, torturar e estrangular o estudante Alexandre Thomé Ivo Rojão, 14 anos, mês passado, em São Gonçalo. O laudo pericial no Corsa branco de um dos acusados, que será entregue, hoje, está sendo encarado como uma importante peça da investigação policial. Segundo o delegado titular da 72ª DP (São Gonçalo), Geraldo Assef, a perícia pode comprovar se o crime ocorreu dentro do carro do acusado Eric Boa Hora Bedruim.. – Até o fim desta semana teremos uma resposta deste inquérito – calculou o Assef. – E se comprovada a ação dos acusados, eles poderãopegar 30 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. Eric Boa Hora Bedruim, Alan Siqueira Freitas e André Luiz Cruz Souza, todos de 23 anos, teriam cometido o crime por homofobia. Eles teriam negado as acusações. Para Walter Pedro Ivo Neto, tio da vítima, um dos participantes se denominava skinhead (simpatizantes de ideias nazistas com preconceito contra judeus, homossexuais e negros). – É fácil ser homem para dizer que faz parte do movimento, antes de entrar na cadeia. O difícil vai ser ele manter essa postura no xadrez – opinou Walter, ainda inconformado com a maneira como seu sobrinho foi morto. – Diante da polícia ele diz que não tem preconceito. Nenhum castigo será suficiente pra aliviar a dor de perder um ente querido. |
| JORNAL DE BRASILIA – DF | CIDADES DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS 11/07/2010 Programa distribui seringas, protetores labiais e cachimbos para usuários Da Redação Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 70% dos viciados em drogas não conseguem abandonar o vício. Baseada nisso, há dez anos a Secretaria de Saúde do Distrito Federal fundou o Programa de Redução de Danos, que, entre suas ações, desenvolve um trabalho considerado polêmico por alguns brasilienses. Para evitar o contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTS) são distribuídos gratuitamente seringas, cachimbos e protetores labiais para usuários de drogas. O programa, porém, tem sido alvo de intensos debates. O questionamento é se, realmente, a ação diminui os danos sociais ou se incentiva o consumo de drogas. A estudante Ana Clara Medeiros Araújo, de 20 anos, se mostra dividida. “Por um lado, acho que a ação é válida para os usuários e para a sociedade, porque usuários também se relacionam com outras pessoas. Então, de fato, evita a transmissão de DSTS“, opina a estudante. “Mas tenho que admitir que a ideia de que parte dos meus impostos é destinada à compra de seringas, cachimbos e protetores labiais para usuários de drogas não me agrada”, confessa. Preocupada com a interpretação do programa, a psicóloga que co-ordena as ações, Aline de Melo Soares, explica que reduzir danos é reconhecer o uso. “O uso de drogas pelo homem se confunde com a história da humanidade. Há registros da prática desde cinco mil anos. É ingenuidade pensar que vamos conseguir livrar 100% dos usuários do vício”, argumenta. “A cada grupo de dez usuários, apenas três abandonam o vício. Quatro dos outros sete não conseguem, e três simplesmente não querem parar. Mas nem por isso a saúde pública deve marginalizá-los. Temos que mostrar que eles têm direito à saúde como qualquer outra pessoa”, justifica. 2,5 mil assistidos Mensalmente, a equipe de redutores de danos do DF, formada por 11 pessoas que têm acesso aos grupos de usuários de drogas espalhados pela região, visitam 45 áreas, que eles chamam de campos, e fazem contato com cerca de 2,5 mil usuários. Eles distribuem o material, dão conselhos sobre pontos para injetar a droga de modo a evitar overdose e também dicas para evitar os efeitos colaterais, como a garganta seca para fumantes de merla e crack. Além disso, os redutores de danos distribuem panfletos e incentivam os usuários a procurarem ajuda para abandonar o vício. Para a professora de Psicologia, especialista em dependência química da Universidade de Brasília, Josenir Alves de Oliveira, a prática de distribuir material para que o usuário se drogue com menos riscos faz com que o viciado se sinta mais acolhido. “Para a população, o programa pode parecer um absurdo, mas é uma forma de resgatar os usuários, e, eventual- mente, alguns são resgatados”, afirma a psicóloga. “Orientá-los dessa maneira e mostrar que o governo se importa com a saúde deles desperta nos usuários o interesse em cuidar da própria saúde”, argumenta. Já a pedagoga Ridette de Melo acredita que o trabalho teria melhores resultados se fosse realizado em parceria com a Secretaria da Educação. “Mudar a realidade de usuários de drogas não envolve apenas a área de saúde, mas também o âmbito educacional”, opina a pedagoga. “Mostrar para os usuários que eles podem ter uma vida diferente quando incentivados a estudar é um estímulo para que consigam largar o vício. Assim, eles podem colocar no cenário de seus futuros não a imagem de uma vida marcada pela destruição causada pelas drogas, mas sim a visão de um futuro digno com uma carreira que permita praticar seus conhecimentos e talentos”, afirma Ridette. ENQUETE Entregar material descartável para usuários de drogas incentiva o consumo ou diminui danos? “É um problema que não pode ser ignorado. Acho que a prática incentiva o consumo, mas também evita a transmissão. Se não ajuda, previne outro problema” Larissa Gomes, 20 anos, estudante “É uma boa ação. Usuários de drogas também têm direito à saúde, e essa prática diminui danos tanto para eles quanto para a sociedade” Clóvis do Nascimento e Santos, 46 anos, comerciante “Há uma contradição. A droga não é legal, mas o governo dá material para que eles se droguem com segurança.Que crédito têm as normas então?” Maria Aparecida Ferreira, 23 anos, estagiária “A verba deveria ser utilizada em métodos mais eficazes. A prática incentiva o consumo, deixa o material mais acessível. Se é assim, por que não construir vias só pra bêbados?” Leandro Ambrósio, 32 anos, biólogo |
09/07/2010 – 10% dos jovens portugueses admitem não usar preservativo
| DN PORTUGAL | AIDS | CONTRACEPTIVOS 09/07/2010 por ANA BELA FERREIRA Dados de 2010 revelam uma diminuição acentuada do número de alunos que não usam protecção. Em 2002 eram 30% os que não usavam, e em 2006 eram 18%. O número de jovens que não usam PRESERVATIVO durante as relações sexuais tem vindo a descer desde 2002. Um estudo realizado este ano revela que apenas 10% admite não se proteger. Uma quebra “acentuada”, sublinha a coordenadora da investigação Margarida Gaspar Matos, lembrando que em 2002 eram 30% os jovens que não usavam protecção, e em 2006 eram 18%. A professora de Saúde Internacional, da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, revela ainda que um quarto dos alunos do 8.º ao 10.º ano já iniciou a sua vida sexual. Estes dados fazem parte do livro Sexualidade Afectos e Cultura – Gestão de Problemas de Saúde em Meio Escolar, lançado ontem e que pretende ajudar os professores na implementação da EDUCAÇÃO SEXUAL nas escolas. “Os dados estatísticos servem, no fundo, para ajudar as pessoas a perceber o impacto da EDUCAÇÃO SEXUAL“, sublinha Margarida Gaspar Matos. A especialista lembra que “todos os estudos mostram que a educação atrasa o início da vida sexual e que diminui o risco de gravidez na adolescência e de transmissão de doenças”. Por isso, Margarida Gaspar Matos diz não entender os receios dos pais face à introdução da EDUCAÇÃO SEXUAL nas escolas. Além da resistência das famílias, também os professores alegam não ter formação para abordar estes temas. No entanto, a investigadora garante que este já não é um problema. E para ajudar os docentes, Margarida Gaspar Matos incluiu no seu livro exercícios que podem ser usados nas aulas. “Não são exercícios obrigatórios, são apenas exemplos para ajudar os professores”, indica. A EDUCAÇÃO SEXUAL nas escolas portuguesas só arranca em pleno no próximo ano lectivo. Para a sua aplicação é obrigatória a existência de um “espaço saúde” nas instituições. A constituição e o funcionamento ainda não estão totalmente definidos, mas para Margarida Gaspar Matos este deve ser um lugar de acolhimento dos jovens, mas também de interacção com os pais. “Não pode ser um espaço em que o aluno entra e toda a gente sabe que foi buscar PRESERVATIVOS. Tem de ser um lugar onde podem tirar dúvidas, com interacção, e onde possam também falar com um psicólogo, uma vez por semana, por exemplo”, defende a especialista em educação para a saúde. Este espaço poderia funcionar com professores estagiários ou até com alunos mais velhos que pudessem dar informações aos mais novos de uma forma mais próxima. Estes locais devem também estar aberto aos pais. “A minha proposta é que possam ser feitas duas sessões por semana, em que pais e estudantes tomam conta do espaço e falam dos temas da sexualidade”, acrescenta. Margarida Gaspar Matos defende também a criação de uma linha verde entre as escolas e os centros de saúde. “É importante que exista um serviço de comunicação entre as escolas e os centros de saúde que façam a referência dos alunos problemáticos em matéria de comportamentos”, diz. |
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