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11/11/2007 – 7h25
O ativista carioca Cazu Barroz, que no ano passado participou da campanha brasileira do Dia Mundial de Luta contra a Aids (saiba mais), volta a protagonizar uma peça publicitária em 1º de dezembro. O militante será um dos personagens da campanha da ONG britânica Oxfam, que será veiculada em vários países da Europa (Inglaterra, Holanda, Espanha, Alemanha, entre outros). De acordo com e-mail enviado por Cazu Barroz a Agência de Notícias da Aids, a campanha, que começa a ser divulgada no Dia Mundial de Luta contra a Aids, tem como intuito “mobilizar a opinião pública” das nações desenvolvidas. “As peças da campanha conterão depoimentos de várias pessoas envolvidas na luta contra a Aids, em vários países. No entanto, a visão preponderante nos países desenvolvidos é de que a Aids é um problema da África. E sabemos que não é”, avalia Barroz.
Para o ativista carioca, a assistência prestada às pessoas vivendo com HIV/Aids no Brasil “também não são as melhores.” Abaixo, o depoimento redigido por Cazu Barroz e que será usado na campanha da Oxfam Brasil.
Rio de Janeiro 31/10/2007
Texto depoimento para a campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids da Oxfam do Brasil
Como é viver com aids no Brasil?
Viver com Aids no Brasil não é muito diferente de outros países, principalmente os da África. O que difere um pouco o Brasil de muitos países, é que aqui temos os anti-retrovirais fornecidos gratuitamente pelo governo brasileiro, nos postos de saúde, para qualquer cidadão, independente de sua classe social, e, nós militantes vivendo com Aids, temos vários assentos de articulações com o governo federal que nos ouve e na medida do possível, tenta solucionar os problemas que são muitos.
Falta no Brasil o acesso das pessoas vivendo com Aids aos medicamentos que tratam as doenças oportunistas – as que matam o portador do HIV – , leitos para internação, médicos especialistas em HIV/Aids (infectologistas), tratamento psicológico para complicações mentais decorrente da Aids. Além de sofrermos muito preconceito dentro das escolas e empresas de todo o país.
Quem entende que o Brasil tem o melhor programa de Aids do mundo só porque disponibiliza o coquetel anti-Aids para todos certamente não sabe o que é viver com Aids. Nós não precisamos só do coquetel para viver, precisamos também de dignidade e respeito.
Cazu Barroz, 35 anos, Ator, escritor, vive com HIV há 18 anos, contraiu o HIV aos 17 anos de idade, por não ter usado preservativo numa relação sexual com sua namorada
Redação da Agência de Notícias da Aids
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