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Gazeta de Alagoas – AL | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Opinião |
| 29/NOVEMBRO/07 |
Nem só de maus exemplos vive nosso País.
Recentemente, um dos países mais importantes do ponto de vista geopolítico e cultural, a Itália, resolveu seguir num caminho positivo desbravado, há muitos anos, pelo Brasil.
Os italianos, depois de muita hesitação, resolveram investir na divulgação da importância do uso do preservativo como arma eficiente na luta contra a Aids e todas as doenças sexualmente transmissíveis.
Fazer publicidade da camisinha era um tabu na culta, liberada e sofisticada Itália.
Os números sobre a Aids na Itália são tão preocupantes como em boa parte do mundo, mas nenhuma campanha publicitária de prevenção ao HIV, até agora, havia sido produzida e/ou veiculada. Segundo pesquisas de saúde pública naquele país, e divulgadas em Roma, cerca de quatro mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV todos os anos – mais de uma a cada duas horas.
O preconceito religioso seria uma das causas do atraso italiano no campo do incentivo ao uso de preservativo. Pode ser, pode não ser, mas o importante é que mais um país – e um país referência global – está rompendo uma barreira e revertendo um fator de atraso numa das batalhas fundamentais pela vida nos dias de hoje.
Por falar nessa luta, às vezes parece que o Brasil, pioneiro na coragem cívica de elevar a necessidade do uso do preservativo ao justo patamar da publicidade contemporânea, estaria arrefecendo seu ímpeto neste campo de batalha.
Onde estão sendo veiculadas as (inteligentes e ousadas) peças publicitárias sobre os preservativos?
Ou as campanhas estariam sendo limitadas à época do carnaval? – como se apenas nesse tempo o vírus HIV fizesse a festa.
Pelo sim, pelo não, bom será seguirmos o exemplo da Itália, que se mirou no exemplo brasileiro e retornarmos a investir na prevenção da Aids e de todas as DSTs.
O preconceito, nesses casos, é mais um pecado parceiro da morte.
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