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, Agente do DF teria estuprado menina de 11 anos em Sete Lagoas
Luis Augusto Gomes
Um agente da Polícia Civil lotado na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DEF) foi preso sob a acusação de ter estuprado uma menina de 11 anos. O flagrante aconteceu na Rua Joaquim Murtinho, no Bairro São Geraldo, em Sete Lagoas, Minas Gerais. Além do estupro, o policial é acusado de pedofilia. Segundo a Polícia Militar de Sete Lagoas, que efetuou a prisão e levou o agente para a delegacia da Polícia Civil da cidade, foi encontrada uma máquina fotográfica com fotos da menina nua e praticando sexo com o policial.
A violência sexual foi denunciada por uma adolescente, prima da menina. Abordado logo após o ato, o suspeito teria resistido à prisão, sacado uma pistola e ameaçado os PMs. Por pouco, o caso não resultou em tiroteio.
De acordo com a polícia mineira, no carro do suspeito também foi encontrada uma pequena quantidade de cocaína e maconha, que ficou caracterizada como de consumo pessoal.
O delegado Paulo Cláudio Avelar pediu a prisão preventiva do policial e o juiz da 2ª Vara Criminal de Sete Lagoas acatou o pedido. O acusado foi transferido para uma delegacia em Belo Horizonte.
A delegada Vera Lúcia, chefe da DEF, disse que o policial está de licença-prêmio. Por meio da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil, a delegada informou ainda que, oficialmente, não tomou conhecimento da prisão do agente, mas garante que a Corregedoria-Geral da instituição já está tomando providências para saber quais as medidas a serem adotadas com relação à conduta do suspeito.
Expulsão
O diretor de Comunicação da Social da Polícia Civil, Miguel Lucena, informou que a Corregedoria-Geral recebeu cópia do depoimento do policial e vai apurar o caso. Ele vai responder administrativamente pelo crime e, se ficar comprovado seu envolvimento, poderá ser excluído dos quadros da corporação.
De acordo com informações da Polícia Civil, o acusado foi o terceiro policial preso nos últimos 15 dias. Outros dois foram detidos pela Polícia Federal sob a acusação de envolvimento com o crime organizado.
A Corregedoria vai incrementar as investigações acerca de crimes supostamente praticados por integrantes da corporação. "Não vamos permitir que maus policiais manchem o nome da instituição", afirma um delegado que pediu para não ter o nome divulgado.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civil (Sinpol), Wellington Luiz, afirma ter designado dois representantes da categoria para acompanhar o caso. Ele disse que o suspeito sempre foi um policial exemplar, mas que teve problemas com alcoolismo e isso pode ter afetado seu comportamento. "Estamos aguardando as providências a serem tomadas pelo Departamento Jurídico e vamos encaminhá-lo para uma avaliação médica", afirma.
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