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Cerca de 18 a 33% dos adolescentes com HIV podem sofrer lipodistrofia, de acordo com literatura médi

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Agência de Notícias da Aids

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01/DEZEMBRO/07

Cerca de 18 a 33% dos adolescentes com HIV podem sofrer lipodistrofia, de acordo com literatura médica

 

01/12/2007 – 07h10

A literatura médica diz que cerca de 18 a 33% dos jovens com HIV podem, em algum momento da vida, desenvolver efeitos da lipodistrofia (perda de massa muscular). No entanto, ainda há uma carência de estudos na área e este foi um dos principais motivos para o Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT) iniciar uma pesquisa na área, que deve ser finalizada no fim de 2008.

A coordenadora do projeto, Dra. Mariliza Silva, e médica infectologista do Hospital Dia no local contou que alguns adolescentes, de 18 a 33%, podem ainda apresentar elevações do nível de colesterol no sangue.

“Ainda não há certeza sobre a origem da lipodistrofia, ainda é desconhecida a causa, que pode ser o HIV, o próprio remédio (anti-retroviral) ou ainda disposição genética (para desenvolver as alterações físicas)”.

As alterações podem ser a redução de massa muscular nas regiões periféricas como braços, pernas ou nádegas e também o acúmulo de gordura no abdômen ou ainda o aumento das glândulas mamárias.

“As crianças e jovens atendidos pelo CRT são por meio de protocolo e são analisados por uma equipe multidisciplinar e depois disso podemos avaliar quais os protocolos de intervenções realizar”, comentou.

Segundo a Mariliza, a maioria do público sofre um estresse estético e recebe acompanhamento físico quando necessário e também nutricional.

Os pacientes que são tratados pelo CRT são encaminhados por outros órgãos de saúde do estado que devem fornecer informações precisas para saber se o jovem ou criança realmente necessita ser acompanhado pela equipe.

“O nosso estudo é realizado com crianças e adolescentes de São Paulo, São Bernardo, Santos e Bauru”, informou Mariliza.

Outra característica do tratamento de lipodistrofia em crianças é que elas não podem valer-se do metacrilato, usado em adultos, por possíveis efeitos colaterais.

“Usamos um outro, reabsorvível e biodegradável, o ácido poliláctico”, disse ela sobre o tratamento de preenchimento facial. O telefone do CRT para mais informações é 5087-9911.

 

Rodrigo Vasconcellos


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