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19/JANEIRO/08 |
19/01/2008
LONDRES – A Aids, desde que se espalhou pelo mundo duas décadas atrás, foi classificada como a maior ameaça internacional à saúde. Mas com a revisão dos números mostrando uma diminuição da epidemia no último ano – e admissão que a doença teve seu pico nos anos 1990 – especialistas se perguntam se não seria adequado destinar alguns dos bilhões de dólares investidos em Aids para problemas básicos de saúde, como saneamento, planejamento familiar e diarréia.
1/2Se olharmos os números objetivamente, veremos que gastamos muito com a Aids", diz Malcolm Potts, um especialista da doença da Universidade da Califórnia (EUA), que trabalhou com prostitutas em Gana, no começo da epidemia. Problemas como desnutrição, pneumonia e malária matam mais pessoas na África. 1/2Estamos programados a reagir rapidamente diante de crianças miseráveis sofrendo de Aids", diz Potts. 1/2Mas infelizmente não temos a mesma reação quando vemos as estatísticas que mostram onde deveríamos investir".
Cerca de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões são investidos mundialmente na doença a cada ano, mais de 100 vezes mais do que é gasto em projetos de saneamento básico em países em desenvolvimento.
Apesar disso, mais de 2 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento adequado e falta água potável para cerca de 1 bilhão de pessoas.








