Educação feminina
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
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Hoje em Dia – MG | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Opinião |
| 18/JANEIRO/08 |
Aluísio Pimenta
Lamentavelmente, a presença feminina nas escolas, em todos os níveis da educação formal, é ainda pequena em determinados países da Ásia, da África e da América Latina. Neste particular, o Brasil, nas últimas décadas, passou por importante transformação. Na educação básica, as jovens, em muitos casos, estão superando os jovens. Foi uma grande mudança desde a época em que exerci a Reitoria da UFMG (1964 a 1967).
Ao assumir a Reitoria, o número de funcionárias era praticamente inexistente. Eu coloquei várias professoras em minha equipe. Fui acusado, por alguns machistas, de estar transformando a Reitoria em um "Ginastério" (gine/gineco é raiz da palavra mulher). Claro que o grau de educação das mulheres no Brasil ainda não acabou com o machismo. Temos ainda, em nosso país, homens e mulheres exercendo a mesma atividade e os homens percebendo salários mais elevados que as mulheres.
Outro fato importante é que temos no Brasil, no momento, uma mulher como presidente do Supremo Tribunal e, portanto, como chefe do Poder Judiciário. Ainda que em número menor, temos também mulheres senadoras, deputadas, ministras, secretárias, reitoras e outras importantes funções nos Três Poderes da República.
Esta introdução, relativa à presença das mulheres no poder no Brasil, é para trazer ao conhecimento dos leitores a grande preocupação da Sociedade Mundial de Estudo do Futuro, da qual sou um associado, constituído de representantes de mais de 60 países e cuja sede é no Estado de Maryland, nos Estados Unidos. Não é uma sociedade norte-americana. É uma sociedade internacional.
A grande preocupação é com o baixíssimo nível da educação das mulheres em países do Terceiro Mundo, incluindo a África, determinados países da Ásia e da América Latina, inclusive aqueles que discriminam as mulheres por razões culturais, religiosas e políticas.
Resumo de trabalhos publicados na revista "The Futurist" traz importantes considerações sobre a educação das mulheres nos países do Terceiro Mundo.
A primeira afirmação é de que a escolaridade oferece inúmeras vantagens para as mulheres, para que elas possam exercer o importantíssimo papel econômico, social, político e cultural na família e na sociedade em geral. Estes benefícios são destacados no trabalho, nos seguintes pontos mais importantes: A educação da mulher aumenta o seu nível de civismo, amor à pátria e participação política. Reduz o processo de prostituição e de se deixarem ser exploradas, especialmente as mulheres jovens.
Diminui, drasticamente, o contágio pela Aids.
Aumenta o "per-capita" econômico dos países, pela qualidade do trabalho produzido e, portanto, da produtividade. Confere muitas características pessoais. O mais importante é permitir que as mulheres se afirmem como pessoas e cidadãs que possam oferecer à sociedade e ao país um grande reforço na qualidade de vida.
A estes pontos se poderia acrescentar muita coisa, mas é fundamental que todos estejamos conscientes e atuemos em conjunto em todo o mundo, para que o setor feminino tenha prioridades em todos os níveis da educação nos países do Terceiro Mundo. Este compromisso, é em verdade, uma importantíssima missão em favor do mundo e da democracia.
Professor e membro da Academia Mineira de Letras
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