Cocaína
A cocaína é um estimulante obtido das folhas do arbusto da coca nativo da América do Sul. É vendida na forma de um pó branco. Normalmente “aspirada”, ela provoca uma sensação de aumento de energia, euforia e autoconfiança, durante mais ou menos 15-30 minutos. A cocaína também pode ser esfregada nas gengivas, nos dentes e no ânus ou na vagina, antes de sexo por penetração. A droga é também feita na forma de uma solução para ser injetada, mas é mais raro.
O crack é vendido na forma de pequenas pedras, as quais são fumadas na forma de cigarro ou cachimbo. Historicamente, a droga era associada a populações pobres urbanas, mas, na verdade, vem sendo usada por pessoas de um amplo espectro social.
Conseqüências potenciais do uso da cocaína
Os usuários de cocaína talvez tomem muitas doses para se manter alto, o que pode causar ansiedade, paranóia e desenvolvimento de tolerância à droga. Isso significa que doses maiores têm de ser tomadas para atingir uma alta similar. Embora não cause vício do mesmo modo que a heroína ou os opiáceos, os usuários podem se tornar psicologicamente dependentes da alta transitória que a cocaína provoca e descobrem que, com a abstinência, sofrem de ansiedade, depressão ou fadiga.
O uso prolongado tanto da cocaína como do crack pode causar ansiedade grave, depressão clínica, comportamentos psicóticos, agressão, perda de peso e má nutrição. Comprovou-se que ambas as drogas causam problemas de coracão potencialmente fatais, incluindo infarto, angina, batida irregular e inflamação e aumento do coração.
Semelhante à maioria das outras drogas ilícitas, a cocaína raramente é vendida na sua forma pura. A droga é geralmente dissolvida ou adulterada com outras drogas mais baratas, como anfetamina (‘speed’), talco ou detergentes que podem ser venenosos ou causar irritação, levando à infecção.
Cheirar cocaína pode danificar a membrana entre as narinas, levando a sangramento e perfuração definitiva. Relatórios mostraram que dividir instrumentos de aspiração permite a transmissão do vírus da Hepatite C. Esfregar a cocaína na gengiva, vagina ou ânus pode causar ulceração, o que poderia aumentar a transmissão do HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Dividir do mesmo equipamento para injeção também apresenta um risco de transmissão do HIV, do vírus da Hepatite e outras infecções transmitidas através do sangue.
Cocaína e HIV
A cocaína não é bolizada pelo organismo da mesma forma que os medicamentos anti-HIV. Por isso, parece não haver razão para se preocupar com interações entre eles.
Estudos com tubo de ensaio sugerem que a cocaína altera o funcionamento do sistema imunológico de várias maneiras, fazendo as células brancas mais vulneráveis ao HIV. Através de experimentos conduzidos com camundongos infectados pelo HIV, criados em laboratórios, descobriu-se que os animais expostos à cocaína tinham bem menos células T CD4 do que os camundongos que não receberam a droga. Isso sugere que a doença do HIV pode progredir mais rápido em usuários regulares de cocaína.
Entretanto, estudos observando o uso regular da cocaína e a progressão da doença em homens gays produziram resultados divergentes. Um estudo não descobriu nenhuma associação, enquanto que um outro sugeriu que o uso da cocaína semanalmente estava associado com um risco maior de morte. Esses tipos de estudos podem ser difíceis de interpretar, já que o uso da droga pode ser um indicador de outras questões sociais que podem afetar nocivamente a saúde – como acesso limitado aos centros de saúde ou outros problemas de saúde.
Assim como para todas as drogas ilícitas, também é sensato considerar como o uso poderia impactar na aderência dos seus medicamentos anti-HIV. Caso esteja preocupado com o uso da droga ilícita, seu médico ou pessoal dedicado aos cuidados com a saúde serão capazes de encaminhá-lo a uma fonte de apoio apropriada.
A Soropositivo.Org lembra aos leitores que o uso da cocaína é ilegal no Brasil e em muitos outros países. Este informativo foi produzido levando em conta as leis do Brasil. Os leitores em outros países devem estar atentos que a posição legal do uso da cacaína pode ser diferente àquele descrito neste Informativo
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