Cresce procura pela vacina contra a febre amarela em Curitiba

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Bem Paraná – PR

Editoria: Pág.

Dia / Mês/Ano:

 

 

10/JANEIRO/08

Cresce procura pela vacina contra a febre amarela em Curitiba

 

Procura é equivalente a 85% de todo o mês de janeiro do ano passado

SMCS
Cesar Brustolin

 Em apenas oito dias, a procura pela vacina contra a febre amarela em Curitiba é o equivalente a 85% de todo o mês de janeiro do ano passado. Até esta terça-feira (8), quase 700 doses da vacina foram aplicadas. Em janeiro do ano passado, foram aplicadas 822 doses. No total, em 2007, foram aplicadas ao todo 12.132 doses. As informações são da Divisão de Imunobiológicos da Secretaria Municipal da Saúde, que abastece todas as unidades de saúde da Prefeitura com cerca de 20 tipos de vacinas, soros e imunoglobulinas.

"Essa procura significa que a população está sensível para essa questão de saúde pública verificada no país e que, no caso de quem vai viajar, estará em condições de partir sossegado mesmo para as regiões de risco", diz o vice-prefeito e secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci.

Para se tornar eficaz, a vacina precisa ser aplicada dez dias antes da exposição a situações de risco – no caso da febre amarela registrada no Brasil -, principalmente em áreas de mata onde mosquitos silvestres que picaram macacos contaminados podem disseminar o vírus causador da doença.

A exemplo das demais vacinas, a dose contra a febre amarela é grátis e oferecida em todas as unidades básicas de saúde de Curitiba. Elas são reabastecidas pela Secretaria Municipal da Saúde à medida em que as autoridades sanitárias de cada serviço médico fazem a solicitação. A Divisão de Imunobiológicos mantém em estoque cerca de 5 mil doses, produzidas para o Ministério da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz.

A vacina é injetável, aplicada por via subcutânea e deve ser repetida a cada dez anos para quem vai se expor ao contato com o mosquito. Só não devem tomá-la os bebês com menos de seis meses, gestantes, pessoas com imunodepressão permanente (por causa de doenças como câncer e Aids) ou transitória (por determinados tipos de tratamento à base de medicamentos imunossupressores) e também quem é alérgico a ovo de galinha e derivados.

A dose não faz parte do calendário de imunização de rotina porque Curitiba está fora da classificação de risco do Ministério da Saúde. Os efeitos colaterais da vacina são observados somente entre 2% e 5% dos vacinados. Entre eles, dor no local da aplicação, febre, dores musculares e de cabeça durante no máximo dois dias.

Doença – A febre amarela é uma doença febril aguda que pode afetar em especial o fígado e os rins. Os sintomas começam a se manifestar de repente, por meio de febre alta, dor de cabeça e nos músculos, náuseas e vômito. Por volta do terceiro ou quarto dia, ocorre melhora geral do paciente e a febre desaparece.

Em alguns casos, os sintomas podem evoluir para a forma grave, com o retorno dos sintomas iniciais. A partir daí, a pele adquire tom amarelado e aparecem pontos de hemorragia nas gengivas e narinas. Os rins deixam de funcionar e, nesse estágio, o doente pode apresentar confusão mental que evolui para o coma, podendo chegar à morte.

No Brasil, são consideradas áreas de risco para a febre amarela todos os estados das regiões Norte e Centro-oeste, além de Minas Gerais e Maranhão. Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina são consideradas áreas de transição (próximas às regiões de risco). Bahia e Espírito Santo estão classificados como de risco potencial.


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