Hepatite A: Cuidado com o vírus

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Dis­tri­to Fe­de­ral re­gis­trou, en­tre ja­nei­ro e se­tem­bro, 256 ca­sos de He­pa­ti­te A .

Só nes­te ano, du­as cri­anças mor­re­ram víti­mas de He­pa­ti­te A em Águas Lin­das (GO).

 

 

 
Higiene é a principal proteção

# Eli­sa Te­cles

O Dis­tri­to Fe­de­ral te­ve 256 ca­sos de he­pa­ti­te A re­gis­tra­dos de ja­nei­ro a se­tem­bro des­te ano.

A do­ença ata­ca o fíga­do e po­de pas­sar de­sa­per­ce­bi­da – os sin­to­mas se con­fun­dem a uma gri­pe ou um mal es­tar co­mum.

Em 2008, o núme­ro de pes­so­as in­fec­ta­das foi de 302, de acor­do com da­dos da Se­cre­ta­ria de Saúde.

A He­pa­ti­te A é cau­sa­da pe­lo vírus HVA, trans­mi­ti­do por água ou ali­men­tos con­ta­mi­na­dos ou de uma pes­soa pa­ra ou­tra.

A pes­soa do­en­te pas­sa o vírus por meio das fe­zes – a fal­ta de hi­gi­e­ne ao tro­car as fral­das de um bebê, por ex­em­plo, po­de cau­sar a con­ta­mi­nação.

A do­ença dei­xa a pe­le ama­re­la­da, po­de pro­vo­car fe­bre, can­saço e vômi­to. Em cri­anças me­no­res de 6 anos, no en­tan­to, cos­tu­ma apre­sen­tar sin­to­mas le­ves.

“Um me­nor de 6 anos po­de ter dor ab­do­mi­nal, mal es­tar, fe­bre e, às ve­zes, a mãe nem pen­sa em he­pa­ti­te A. A cri­ança cres­ce e nem sa­be que te­ve o pro­ble­ma. Só vai des­co­brir no dia que fi­zer um exa­me”, ex­pli­cou a médi­ca in­fec­to­lo­gis­ta do Núcleo de He­pa­ti­tes Vi­rais da Se­cre­ta­ria de Saúde, Sônia Ge­ral­des.

Es­te ano, du­as cri­anças mor­re­ram em Águas Lin­das (GO) víti­mas de he­pa­ti­te A.

Uma me­ni­na de 5 anos per­deu a vi­da em 5 de fe­ve­rei­ro e uma ga­ro­ta de 11 mor­reu em 25 de abril. Na épo­ca, ou­tros qua­tro ca­sos fo­ram con­fir­ma­dos na ci­da­de.

As du­as pas­sa­ram por tra­ta­men­to no Hos­pi­tal Re­gi­o­nal de Ta­gua­tin­ga (HRT), mas não re­sis­ti­ram.

O ris­co pa­ra as cri­anças é mai­or em lo­cais sem con­dições de hi­gi­e­ne.

“Se ela tem sa­ne­a­men­to bási­co e água tra­ta­da, o ris­co é míni­mo”, dis­se Ge­ral­des.

Cri­anças a par­tir de 1 ano po­dem ser va­ci­na­das con­tra a do­ença. O bebê to­ma du­as do­ses e está imu­ni­za­do pa­ra to­da a vi­da.

A va­ci­na não faz par­te do ca­lendário dos hos­pi­tais públi­cos, mas é ven­di­da em clíni­cas par­ti­cu­la­res.

O go­ver­no for­ne­ce a in­jeção em ca­sos es­pecífi­cos: pa­ci­en­tes que ti­ve­ram HE­PA­TI­TE C e não po­dem ado­e­cer com o vírus do ti­po A e pes­so­as com bai­xa imu­ni­da­de – por­ta­do­ras do HIV, por ex­em­plo.

A he­pa­ti­te é uma do­ença que afe­ta o fíga­do, mas tem sin­to­mas e com­pli­cações di­fe­ren­tes de acor­do com o ti­po de vírus que atin­ge o pa­ci­en­te. A HE­PA­TI­TE B pro­vo­ca mal-es­tar, dor de ca­beça e no cor­po, can­saço, fal­ta de ape­ti­te, fe­bre, co­cei­ra, uri­na es­cu­ra, en­tre ou­tros. Uma das prin­ci­pais ca­rac­terísti­cas da in­fecção é a ic­terícia, ou cor ama­re­la­da na pe­le.

Os sin­to­mas di­mi­nu­em de­pois de 10 a 15 di­as, mas a ic­terícia po­de se pro­lon­gar por se­ma­nas. O qua­dro po­de se agra­var em pa­ci­en­tes que con­so­mem be­bi­da al­coóli­ca e em pes­so­as com bai­xa imu­ni­da­de.

O ti­po B da do­ença po­de ser ad­qui­ri­do em trans­fusões de san­gue, uso de se­rin­gas, agu­lhas e ou­tros ins­tru­men­tos com­par­ti­lha­dos com ou­tras pes­so­as, além de re­lações se­xu­ais sem PRE­SER­VA­TI­VO.

Mu­lhe­res grávi­das po­dem trans­mi­tir a en­fer­mi­da­de pa­ra o bebê.

O contágio por san­gue, mu­co­sas ou in­jeções com­par­ti­lha­das também acon­te­ce na HE­PA­TI­TE C.

Os sin­to­mas po­dem ser con­fun­di­dos com os de uma gri­pe co­mum, mes­mo na fa­se agu­da.

A mai­o­ria dos pa­ci­en­tes só des­co­bre a do­ença ao fa­zer exa­mes ou, anos de­pois, com uma com­pli­cação no fíga­do (cir­ro­se ou câncer). Ape­nas exa­mes de san­gue re­ve­lam a pre­sença do pro­ble­ma.

COR­REIO BRA­ZI­LI­EN­SE

Edi­to­ria: Pág. Dia / Mês/Ano:

CI­DA­DES

08/DE­ZEM­BRO/09


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