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Cuidados com a amamentação

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Boletim Internacional sobre prevenção e assistência à AIDS

Ação anti AIDS

N 42 out – dez 1998

Publicado por Healthlink Worldwide (ex-AHRTAG) e ABIA

Cuidados com a amamentação
As mulheres que se descobrem soropositivas enfrentam decisões difíceis sobre como alimentar seus filhos

A transmissão do HIV de mãe para filho é a principal causa de infecção pelo HIV em crianças. Dois terços dessas crianças são infectados durante a gestação e o parto. O restante é infectado durante o aleitamento.
O leite materno é considerado o melhor alimento para um bebê. Mas, se a mãe for HIV positiva, substituir o aleitamento pode reduzir o risco de transmissão do vírus para o bebê.
Por sua vez, métodos alternativos de alimentação também apresentam riscos. Quando são utilizados substitutos para o leite materno, o recém-nascido corre cinco vezes mais riscos de contrair infecções bacterianas do que quando é amamentado pela mãe. Quando a higiene é ruim, o bebê alimentado artificialmente tem 20 vezes mais probabilidade de morrer de diarréia.
As mulheres soropositivas precisam ser informadas sobre os riscos e benefícios do aleitamento e das várias alternativas, e ser apoiadas em sua decisão sobre o melhor método.
Ajudar uma mãe HIV positiva a decidir se deve substituir o aleitamento envolve discutir com ela:

O risco de transmitir o HIV ao seu bebê pelo aleitamento;

Todas as opções de alimentação para o bebê, seus riscos e benefícios;

  • Como ela poderia conversar com sua família, especialmente marido e mãe, para conseguir seu apoio e não ser rejeitada;
  • Como obter apoio de outras mulheres que já sofreram com o mesmo problema;
  • Se ela tem os recursos – água, combustível, utensílios, conhecimento e tempo – para preparar alimentos substitutos com segurança;
  • Qual será o efeito sobre o resto da família do custo de comprar substitutos para o leite materno, se este não for subsidiado pelo serviço de saúde;
  • A importância do acompanhamento regular do bebê para avaliar o seu crescimento e estado geral.

Também é importante lembrar às mulheres que o aleitamento é uma forma natural de contracepção, eficaz enquanto a mulher continua exclusivamente amamentando e não tem menstruação.As mulheres e seus parceiros devem receber orientação e ter acesso a métodos de planejamento familiar, especialmente se não estiverem amamentando seus bebês.

Algumas mulheres soropositivas podem decidir não amamentar. Outras podem preferir fazê-lo. Qualquer que seja sua escolha, a mulher precisa de apoio e informação sobre a forma mais segura de alimentar seu bebê.

DECISÃO SOBRE O ALEITAMENTO

Os agentes de saúde devem continuar encorajando as mulheres HIV negativas e as que não sabem se estão infectadas a amamentar. Embora se deva dar acesso a aconselhamento sobre o HIV e a testes voluntários confidenciais, em muitas áreas isso ainda não está disponível. A mulher que não sabe se é soropositiva pode preferir não amamentar por medo de estar infectada. É importante ouvir os motivos que levam a mulher a decidir contra o aleitamento e explicar o valor do leite materno, ainda que apoiando a sua escolha.

Bebês de mulheres HIV positivas

Os primeiros seis meses

Até os seis meses, algum tipo de leite é essencial. Se não for amamentado, um bebê precisa de cerca de 150 ml de leite por kg de peso por dia.Assim, uma criança pesando 5 kg necessita de 750 ml por dia, administrados em até cinco mamadas de 150 ml por dia.Até os seis meses de idade o bebê não precisa de outro alimento se estiver engordando suficientemente.
O leite pode ser:

  • Leite em pó industrializado para bebês – para alimentar um bebê durante seis meses são necessárias 40 latas de 500 gramas. Este tipo de leite oferece a melhor mistura de nutrientes para bebês que não podem ter o leite materno, mas é caro se for comprado comercialmente e, portanto, não é uma opção para muitas mães.
  • Leite preparado em casa – feito com leite animal fresco, leite integral em pó ou leite evaporado sem açúcar. Estes tipos de leite podem ser modificados para adequá-los ao bebê. Por exemplo, para preparar leite fresco de vaca, misture 100 ml de leite com 50 ml de água e duas colheres de chá rasas de açúcar e ferva. São necessários micronutrientes como suplemento porque o leite animal não contém ferro e zinco em quantidade suficiente, assim como às vezes vitamina A e ácido fálico.
  • Leite materno tratado – deve ser fervido (para matar o vírus) e resfriado imediatamente, colocando-o em água fria ou na geladeira.
  • Bancos de leite materno – em algumas áreas o leite doado é usado em períodos curtos, por exemplo, para alimentar bebês doentes e de baixo peso que estejam internados.As doadoras devem fazer o teste de HIV e o leite deve ser pasteurizado antes do uso.
  • Outra mulher que possa amamentar e saiba não ser soropositiva .As mulheres que atuam como amas-de-leite devem receber orientação sobre o sexo seguro, para assegurar que permaneçam HIV negativas enquanto amamentam.
  • Interrompendo o aleitamento mais cedo

Isto pode reduzir o risco de transmissão do HIV ao diminuir o tempo em que o bebê fica exposto ao HIV através do leite materno. Não se sabe qual o melhor momento para interromper o aleitamento. Entretanto, a mulher HIV positiva deve avaliar a possibilidade de parar de amamentar tão logo seja capaz de preparar e dar ao bebê uma alimentação adequada e segura em lugar do leite materno. E aconselhável interromper o aleitamento mais cedo se a mãe soropositiva apresentar doenças sérias relacionadas ao HIV.

As mulheres que se descobrem soropositivas enfrentam decisões difíceis sobre como alimentar seus filhos

A transmissão do HIV de mãe para filho é a principal causa de infecção pelo HIV em crianças. Dois terços dessas crianças são infectados durante a gestação e o parto. O restante é infectado durante o aleitamento.
O leite materno é considerado o melhor alimento para um bebê. Mas, se a mãe for HIV positiva, substituir o aleitamento pode reduzir o risco de transmissão do vírus para o bebê.
Por sua vez, métodos alternativos de alimentação também apresentam riscos. Quando são utilizados substitutos para o leite materno, o recém-nascido corre cinco vezes mais riscos de contrair infecções bacterianas do que quando é amamentado pela mãe. Quando a higiene é ruim, o bebê alimentado artificialmente tem 20 vezes mais probabilidade de morrer de diarréia.
As mulheres soropositivas precisam ser informadas sobre os riscos e benefícios do aleitamento e das várias alternativas, e ser apoiadas em sua decisão sobre o melhor método.
Também é importante lembrar às mulheres que o aleitamento é uma forma natural de contracepção, eficaz enquanto a mulher continua exclusivamente amamentando e não tem menstruação.As mulheres e seus parceiros devem receber orientação e ter acesso a métodos de planejamento familiar, especialmente se não estiverem amamentando seus bebês.

Algumas mulheres soropositivas podem decidir não amamentar. Outras podem preferir fazê-lo. Qualquer que seja sua escolha, a mulher precisa de apoio e informação sobre a forma mais segura de alimentar seu bebê.

DECISÃO SOBRE O ALEITAMENTO

Os agentes de saúde devem continuar encorajando as mulheres HIV negativas e as que não sabem se estão infectadas a amamentar. Embora se deva dar acesso a aconselhamento sobre o HIV e a testes voluntários confidenciais, em muitas áreas isso ainda não está disponível. A mulher que não sabe se é soropositiva pode preferir não amamentar por medo de estar infectada. É importante ouvir os motivos que levam a mulher a decidir contra o aleitamento e explicar o valor do leite materno, ainda que apoiando a sua escolha.

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