Descoberto vírus que pode causar câncer de pele

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O Globo Editoria:
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Dia / Mês/Ano:

Ciência

17/FEVEREIRO/08

 

Descoberto vírus que pode causar câncer de pele

Revelação pode levar à produção de novas opções de tratamento

Cientistas anunciaram a descoberta de um vírus que pode ser responsável pelo tumor de Merkel, um câncer de pele raro e mortal. Essa doença normalmente atinge regiões do corpo que ficam expostas ao sol, como o rosto, o pescoço e a cabeça. A revelação está em um estudo divulgado pela revista “Science”.

Esse tipo de câncer atinge também, sobretudo, pessoas idosas e aquelas cujo sistema imunológico está enfraquecido pelo vírus HIV, ou por tratamentos para evitar a rejeição de um órgão transplantado.

Essa ligação entre o surgimento desse tipo de câncer e o sistema imunológico fez suspeitar de um vírus.

Os pesquisadores afirmam que embora não tenha sido determinado que o poliomavírus celular de Merkel seja a causa do câncer, sua descoberta ajudaria a produzir novas opções de tratamento e prevenção desse câncer.

Embora seja considerado raro, sua incidência triplicou entre 1986 e 2001. Nos Estados Unidos, cerca de 1.200 casos são registrados por ano.

O vírus foi descoberto por um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, entre eles, o casal formado pelo professor Patrick S. Moore e sua esposa, Iuane Chang. Em 1994, eles descobriram o herpesvirus que gera o Sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer que ocorre principalmente nos doentes de AIDS e o tipo mais comum na África.

Batizado de Merkel, vírus é do gênero polioma O vírus descoberto foi batizado de poliomavírus celular de Merkel . Ele pertence ao gênero polioma, que já tem sido estudado há mais de 50 anos, sendo responsável por produzir câncer em animais. Se suspeita que ele afeta os seres humanos também.

  • Ainda temos um longo caminho pela frente até conseguirmos provar que esse vírus é realmente a causa do tumor – declarou Moore. – Mas o fato de ele estar tão fortemente associado a um tumor canceroso humano específico, nos leva a acreditar nisso.

Os pesquisadores chegaram à essa conclusão identificando a seqüência de DNA do vírus em 80% dos tumores de Merkel. Ele insere-se no genoma do tumor de uma maneira que faz com que os cientistas considerem que ele detona o desenvolvimento de células cancerígenas.

Os cientistas acreditam que o vírus produz uma proteína que é cancerígena e bloqueia um gene que impede o crescimento das células cancerígenas.

A descoberta pode levar a novos tratamentos contra este câncer particularmente agressivo. Pelo menos 50% dos pacientes atingidos por sua forma avançada têm sobrevida de nove meses.

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