Desigualdade de gênero ainda é um dos principais fatores de infecção pelo HIV em mulheres jovens, acreditam ativistas
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DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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25/11/2009 – 18h30
Para a pesquisadora da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e membro do Instituto Cultural Barong, Regina Figueiredo, por motivos culturais a sociedade evita passar informações sobre sexo para adolescentes. “A principal preocupação delas é a gravidez”, disse. Um segundo fator apontado por ela, também cultural, é a confiança das mulheres no parceiro. “As meninas, quando iniciam a vida sexual, geralmente usam o preservativo, mas logo quando começam a namorar já negociam com o não uso da camisinha. Ou seja, os dois sexos são vulneráveis, porém os meninos acabam se relacionando com mais de uma jovem, por isso o número maior em mulheres infectadas”, explica Figueiredo. ”Outro ponto importante é incluir a sexualidade como uma das disciplinas nas escolas. O programa SPE (Saúde e Prevenção nas Escolas) é do governo federal, mas as escolas são dos Estados e Municípios, por isso nem todas aderiram ao programa. Na pesquisa que realizei, pude observar que em São Paulo o SPE atinge apenas 43% das escolas”, disse Regina Figueiredo. Micaela Carolina Cyrino da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS (RNAJVHA) também acredita em fatores culturais. “As meninas depositam muita confiança no parceiro e as mulheres sempre foram desvalorizadas perante os homens na decisão de escolha de usar o preservativo ou até mesmo se querem ou não fazer sexo”, disse. Para ela, o Brasil precisa realizar um trabalho de prevenção que vá além da questão do preservativo. “É preciso promover mais a confiança e autonomia das mulheres, além do uso do preservativo feminino”, destacou a ativista. A tendência crescimento do número de mulheres infectadas também foi destacada no relatório do Programa das Nações Unidas para HIV e AIDS (UnAids), divulgado ontem. Ele mostra que dos 2,7 milhões de novos casos da doença estimados para 2008, 48% foram em mulheres. Rodrigo Vasconcellos e Talita Martins
AGÊNCIA AIDS |
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26/NOVEMBRO/09 |
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