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28/NOVEMBRO/07 |
27/11/2007:
Grupo Pela Vidda/RJ realiza ato para mobilizar e alertar a população para a gravidade da epidemia da Aids e a necessidade de combate ao preconceito
No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1° de dezembro (sábado), o Grupo Pela Vidda/RJ – Pela Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids realizará um ato na Praia de Copacabana (ao lado do Posto 2 próximo ao Hotel Copacabana Palace) a partir das 11 horas. Com o slogan "Todo mundo convive com a Aids. 1° de dezembro: dia de luta e solidariedade.", a ONG chama a atenção para os problemas pelos quais ainda passam as pessoas que vivem com a doença e também para a necessidade de políticas públicas que assumam efetivamente a prevenção como estratégia de controle da epidemia. Além de faixas, serão fincadas placas com palavras, frases e figuras que denunciam e alertam sobre os principais problemas e dilemas da epidemia. Um grupo de voluntários fará uma performance, interagindo com uma montanha de remédios antiretrovirais e com o público na orla.
O presidente do Grupo Pela Vidda/RJ, Marcio Villard, chama a atenção para o sentido real do dia 1o de dezembro: "Ao contrário de outras datas, não há o que comemorar, é um dia de luta, denúncia e reflexão. O ato que faremos é uma forma de alertar a sociedade de que a Aids ainda não é uma questão superada. É preciso combater a visão equivocada de que a epidemia está controlada. Ainda não é fácil viver com o HIV e a Aids".
Ações que serão realizadas durante o ato na Praia de Copacabana:
– Faixas – Abertura de duas faixas com as frases "Todo mundo convive com a Aids. 1° de dezembro: dia de luta e solidariedade.". Além disso, um painel feito na oficina de arte do Grupo Pela Vidda/RJ – "Luta, Solidariedade e Solidão" – será exposto na areia.
- Intervenção nos sinais da Av. Atlântica no Posto 2 – Distribuição de bottom adesivo, laço vermelho e utilização de faixas.
"Instalações" – voluntários farão performances tipo "sombra", sensibilizando e interagindo com os pedestres.
"A gente não quer só remédio, a gente quer saúde, respeito e dignidade" – Com guarda-chuvas sem tecido e caixas de remédio ampliadas, membros do Grupo alertarão que os doentes ainda estão descobertos. Faltam médicos, faltam remédios para doenças oportunistas.
Placas – Placas com símbolos, mensagens e palavras de reflexão e mobilização contra o preconceito, a discriminação e a exclusão social das pessoas vivendo com HIV e Aids (PVHA).
Quadro da Aids:
No Rio de Janeiro, apesar da oferta gratuita de medicamentos para pessoas que vivem com HIV e Aids na rede pública de saúde (postos e hospitais de referência), faltam medicamentos e tratamentos adequados para as chamadas doenças oportunistas (como tuberculose, infecções respiratórias, etc…) muito comuns especialmente em pessoas soropositivas em uso prolongado de antiretrovirais. Há também poucos médicos especializados nos postos de saúde e hospitais. Com o propagado sucesso do Programa Nacional de Aids e sua política de distribuição dos medicamentos que compõem o "coquetel" (constituído somente pelos antiretrovirais), criou-se uma falsa idéia de que não se morre mais de Aids e que a epidemia está sob controle – o que o movimento social de luta contra a Aids questiona veementemente.
"A epidemia não acabou. Todos os dias 30 pessoas morrem em conseqüência da Aids no Brasil e isso deve ser motivo de reflexão. No Rio de Janeiro, além dos problemas relacionados a atenção e tratamento do doente de Aids, faltam ações governamentais regulares para orientar a população sobre os riscos de infecção e formas de prevenção. Mulheres e indivíduos das classes sociais menos favorecidas estão em maior vulnerabilidade para a doença, o que justifica ações permanentes no campo da prevenção. Falta vontade política, empenho e investimento dos governos e dos gestores da saúde nas ações de assistência, controle e prevenção do HIV e Aids.", cita Marcio Villard.
Informações para a imprensa:
Márcia Vilella | Marcela Prior
Target Assessoria de Comunicação
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