
Mas perdi muito mais por causadas drogas
Por mais que a turma – ou mesmo o seu namorado – esteja nessa, é a sua palavra que vai valer quando pintar uma oportunidade de usar. E tenha certeza de que esse momento, mais cedo ou mais tarde, vai chegar. Você está preparada para dizer não?
Quando uma história envolvendo drogas está acontecendo com um cara famoso da TV, ou com o primo da amiga da vizinha, é fácil, fácil, julgar. E enxergar de longe que o fulano está entrando numa roubada daquelas. Porém, quando esse enredo que mistura aventura e terror começa a ser representado por pessoas que você conhece bem – e de quem realmente gosta – fica mais complicado decidir qual vai ser o seu papel na trama. Nessas horas, por mais que saiba que as drogas – todas elas! – são capazes de arruinar sua vida, é muito comum se deixar levar pela curiosidade, pela curtição do momento, pela vontade de ser aceita por aquelas pessoas, custe o que custar.
“As drogas vão fazer você viajar e esquecer dos seus problemas.”
Porque, junto com o prazer, sempre vêm prejuízos físicos e emocionais. Além disso, quem entra nessa, num momento de tristeza e dificuldade, estará muito mais propenso a se viciar do que aquele que topou usar só por curiosidade”, explica a psiquiatra Jackeline Giusti, do Ambulatório de Adolescentes e Drogas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (FMUSP). Ou seja: basta experimentar uma única vez, para correr o risco de virar escrava. “Não há nenhuma garantia de que, ao usar qualquer droga, a garota não vá se viciar, porque todos os tipos de droga causam dependência. A única maneira segura de se proteger é não experimentar. E isso é uma escolha de cada um”, complementa.
Isso, sem falar na parte física, nos danos para o fígado, coração e outros órgãos. A parte psicomotora também pode ficar seriamente comprometida. “Mas o pior efeito do álcool é mesmo a mudança de comportamento que ele provoca no jovem, que poderá ficar mais agressivo e impulsivo, tomando atitudes impensadas”, explica o psicofarmacologista Elizaldo Carlini, diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
POR QUE DIZER NÃO: Alguém que realmente quer o seu bem jamais lhe fará uma proposta como essa. Na verdade, o que essa pessoa deseja é obter aprovação: quanto mais pessoas ela puder convencer a entrar na mesma onda, menos culpada se sentirá. O que é, de qualquer forma, uma atitude egoísta. Se a papagaiada veio de alguém da sua turma, ou mesmo de um namorado, você até pode respeitar a escolha.
Isso sem falar na mudança de comportamento que as drogas promovem. Sentindo-se forte, invencível, é fácil se envolver numa briga, num acidente de trânsito ou em outra confusão do tipo. Por tudo isso, os perigos existem desde a primeira experiência”, alerta o psicofarmacologista. Como se não bastasse, sob o efeito de drogas você estará mais suscetível a se envolver com um cara que nem conhece, fazer sexo sem CAMISINHA, contrair uma doença e, ainda, engravidar. Exagero? Não, se você imaginar que estará meio fora de si, sem condições de refletir sobre o que está fazendo.
“A cocaína dá um barato inesquecível.”
Em pouco tempo, é comum que comecem a abrir mão, também, da higiene, ficando com aquele aspecto de “farrapo humano”. Os efeitos das duas drogas sobre a saúde são devastadores: a pressão arterial se eleva durante o uso, e o coração pode bater mais rapidamente. Então, é grande o risco de taquicardia, e até de uma parada. A morte também pode ocorrer devido à diminuição da atividade de centros cerebrais que controlam a respiração. O uso em doses mais altas pode, ainda, produzir alucinações muito desagradáveis, que os usuários chamam de “paranoia” ou “noia”.
“Se você fumar dois ou três cigarros por dia, não pega nada…”
“As drogas ajudam a perder a timidez e a se soltar mais.”
Então, na verdade, não está ganhando, está perdendo. Além de não vencer a timidez de um modo efetivo, estará trazendo um problema enorme para a sua vida, que terá de resolver mais tarde”, alerta Jackeline. Então, que tal encarar essa sua limitação e procurar ajuda especializada? Pode ser uma terapia, um curso de dança, teatro ou música. São maneiras saudáveis de lidar com a timidez – e que realmente funcionam!
Ela conta que atendeu um paciente com sérios problemas psicológicos, causados pela ingestão de meio comprimido, apenas. “Ele desenvolveu síndrome do pânico”, diz. O risco de depressão, pela abstinência, também existe. “Como o ecstasy acelera o ritmo cardíaco, aumenta a pressão e a temperatura corporal, há, ainda, o perigo de passar mal na balada, desmaiar, e até de sofrer complicações fatais ao usar essa substância”, alerta a especialista.
POR QUE DIZER NÃO: É impossível prever o efeito de uma droga no seu organismo, por mais inofensiva que ela pareça. “Com as drogas, não há nenhum tipo de controle de qualidade, e você nunca sabe se as substâncias químicas que está ingerindo são mesmo as prometidas pelo sujeito que as fez chegar até as suas mãos”, adverte Jackeline.
ELES DISSERAM SIM… …e se deram muito mal!
Christian Chávez: O integrante da “ex-banda” mexicana RBD foi preso por porte de maconha. O episódio queimou o filme do rapaz, que, segundo boatos, deveria sair da banda para seguir carreira solo. Porém, como o grupo aparentemente miou, ficou tudo por isso mesmo.
Heath Ledger: Indicado ao Oscar em 2006, por O Segredo de Brokeback Mountain, e bombando como o coringa do filme Batman: O Cavaleiro das Trevas, o ator teve sua carreira subitamente interrompida por um trágico acidente. No começo do ano passado, aos 28 anos, foi encontrado morto em seu apartamento, graças a uma overdose de comprimidos. Os remédios foram encontrados ao lado do corpo de Heath.
A dica dos especialistas é: procure ajuda para pular fora, o quanto antes. “Converse com um adulto em quem você confie, explique o que está acontecendo, e deixe bem claro que quer parar, mas, sozinha, não sabe como fazer isso. Um tratamento psicoterápico ou psiquiátrico vai ajudá-la a reaprender a viver sem drogas, o que não é fácil sem o apoio de um profissional especializado”, indica Jackeline. Durante o tratamento, os médicos podem receitar, ainda, remédios que ajudam a controlar os efeitos da abstinência. Alguns serviços oferecem também um acompanhamento para os familiares. Assim, seus pais vão saber exatamente o que fazer para apoiá-la nesse momento decisivo da sua vida. E da deles.
Vício + boa forma = furada
O problema é que, quando se troca os alimentos pelo álcool, o organismo não consegue absorver os nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo. Além disso, a drunkorexia pode afetar o coração, o fígado, o pâncreas, o estômago, o esôfago e o intestino. Ou seja, esse lance é uma tremenda cilada!
Por Rita Trevisan
REVISTA ATREVIDA |
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19/FEVEREIRO/2010 |
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