
De mãe para filho Em dois anos, número de contaminações por sífilis congênita diminuiu e está além do ideal para OMS
LUCAS DE CASTRO
Especial para a Gazeta
Em dois anos, Ribeirão teve queda no índice que avalia o número de contaminação por sífilis congênita a cada mil nascidos vivos. Em 2007 o índice era de 1,4 casos para cada mil nascidos vivos. No ano passado as contaminações diminuíram para 0,4 a cada mil. O preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 1 criança contaminada para cada mil nascidos vivos.
A cidade teve queda de 70% no número de casos de sífilis congênita, doença sexualmente transmissível, que passa da mãe para o bebê durante a gestação. Foram registrados dez casos de sífilis congênita, de um total de 7.245, nascidos vivos em hospitais da rede pública de Ribeirão, em 2007. No ano passado, os registros caíram para três casos de sífilis congênita, entre os 7.820 mil nascidos. Os dados são da Secretaria da Saúde.
De acordo com o programa de prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids), a diminuição do número de casos está ligada ao processo de educação sexual que a população tem recebido durantes os últimos quatro anos.
O coordenador do Programa da Saúde da Mulher (PSM), Valdomiro Freitas Sampaio, aponta o monitoramento dos casos diagnosticados como uma das principais ferramentas na redução no diagnóstico de sífilis. “Assim que a Secretária Municipal diagnostica os casos, logo passa para o programa e nós monitoramos os pacientes. O maior desafio é trazer os parceiros para o tratamento”, disse.
Para Sampaio, o aumento no número de casos mostrados nós anos anteriores, é reflexo das ações e dos vários levantamentos feitos por Ribeirão e demais cidades da região no combate a doença. A gestante M. F. faz o pré-natal de acordo com as indicações médicas e acredita que o procedimento é fundamental para a saúde do bebê. “ O cuidado com meu filho começa antes dele nascer.”
Programa faz monitoramento
O Programa da Saúde da Mulher (PSM) fechou o cerco contra a sífilis congênita em Ribeirão. As gestantes que foram diagnosticadas com sífilis passaram por monitoramento mês a mês. O programa monitora, atualmente, cerca de 30 mulheres e consegue, em 100% dos casos, eliminar o risco do bebê em contrair problemas relacionados à contaminação da sífilis. “A gestante teve de entender que quando é feito o diagnóstico precoce o tratamento é eficaz”, afirmou Sampaio. (LC)
GAZETA DE RIBEIRÃO – SP |
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20/JANEIRO/10 |
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