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Encontro de aids pediátrico

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, Encontro de aids pediátrico: apesar da redução dos casos de doenças oportunistas, novas moléstias, como problemas renais e cardíacos, afetam os soropositivos, indica estudo dos EUA 18/10/2007 – 14h15Quais as complicações decorrentes do HIV ou dos anti-retrovirais que o combatem no organismo de crianças e adolescentes? Sharon Nachman, da Universidade Stony Brook (EUA), apresentou, na manhã desta quinta-feira (18/10), estudo que tenta responder a essa e outras perguntas. Fazem parte da pesquisa 2.575 jovens. Desses, 1.322 (51,3%) são do sexo feminino. O restante, 1.253 (48,7%), são indivíduos do sexo masculino. Nachman comemorou, durante palestra relizada no segundo dia do 9º Encontro Nacional sobre Aids Pediátrico e do 7º Simpósio Internacional sobre Aids Pediátrico, a redução das doenças oportunistas que tradicionalmente afetam os soropositivos. De acordo com o estudo que ela apresentou, em 2000 foram registrados (entre os jovens que integram a pesquisa): 666 casos de pneumonia, 421 ocorrências de infecções bacterianas, 758 casos de candidíase oral, entre outras moléstias. Recentemente, o número dessas notificações sofreu forte queda: 123 (pneumonia), 57 (infecções bacterianas) e 52 (candidíase oral). “O que nos preocupa agora como complicações possíveis”, indagou, Sharon Nachman, aos presentes. A própria médica respondeu: encefalopatia, condiloma, epilepsia, problemas renais, cardíacos e ósseos. “Uma série de problemas que antes não existiam porque as crianças simplesmente morriam”, recorda Nachman. A médica norte-americana admite que ainda não é possível apresentar um responsável por essas doenças, cada vez mais freqüentes em portadores do HIV (sejam eles jovens ou adultos). Para Sharon Nachman, essas moléstias podem ser provocadas pelo próprio HIV ou pelos medicamentos anti-retrovirais. Há ainda outra possibilidade: a herança genética. Nachman explica que 30% dos jovens analisados na pesquisa têm histórico de problemas cardíacos na família, o que poderia explicar a razão do surgimento precoce dessa doença. A pesquisadora da Universidade Stony Brook (EUA), comemorou a baixa taxa de mortalidade entre os 2.575 jovens pesquisados. Durante o estudo, 65 faleceram: 37 em função de doenças oportunistas e 28 por outras causas (como acidentes, exemplifica Sharon Nachman). Dificuldade de adesão“A dificuldade de adesão [ao tratamento a base dos medicamentos anti-retrovirais] parece aumentar com o crescimento da criança”, avalia Eliane Maria Seidl, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Ela trabalha para prevenir problemas emocionais de crianças e adolescentes portadores do HIV. A psicóloga integra o “Projeto Com-Vivência” que, desde 1996, presta atendimento psicossocial aos soropositivos que freqüentam o Hospital Universitário de Brasília. De acordo com Seidl, uma das palestrantes desta quinta-feira (18/10), 54% das crianças e adolescentes pesquisados em estudo do ano passado apresentavam “sofrimento psíquico.”O 9º Encontro Nacional sobre Aids Pediátrico e o 7º Simpósio Internacional sobre Aids Pediátrico são organizados pela Associação de Auxílio à Criança Portadora de HIV (AACPHIV). A entidade, fundada em 1995, tem como objetivo “promover o bem estar de crianças infectadas pelo HIV, bem como de suas famílias, além de uma atualização técnica dos profissionais que lidam com essa problemática” (saiba mais).Léo Nogueira


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