Em 4 de Janiero de 2010O psicólogo Lúcio Flávio acreditava que o estigma social carregado pela doença ainda é um dos pontos que mais atrapalham no tratamento e na qualidade de vida das pessoas portadoras do vírus HIV; segundo ele:
“Quando a pessoa descobre que tem uma doença crônica, as mudanças começam a partir do estigma social que a doença tem. Muitas pessoas ainda enxergam a AIDS como uma doença ligada à promiscuidade sexual e esquecem que a doença, atualmente, já não atinge somente a um determinado grupo”, afirmou.
Segundo Flávio, na pesquisa que realizou com mulheres portadoras do HIV, as pacientes se sentiam satisfeitas com suas vidas, mas o preconceito ainda é algo que incomoda muito. E é exatamente o preconceito da sociedade o que mais incomoda Fátima Carvalho.
“Não existe o respeito que deveria existir. O preconceito das pessoas com os portadores do HIV é triste. Já vi pacientes chegarem à morte por depressão por causa do preconceito”, disse.
O psicólogo Lúcio Flávio destacou ainda que é importante que, no momento do diagnóstico, os familiares também recebam atenção médica.
“A família também precisa ser ajudada, não é só o portador da doença. É preciso que as pessoas entendam que os familiares também precisam de apoio e de um suporte. A vida de todo mundo muda naquele momento”, comentou. (NX)
Hoje, decorridos 5 anos, na minha experiência pessoal, que se multiplicou muitas vezes, depois que eu passei a ouvir pessoas pelo WHatsApp, eu percebi que um dos grandes enigmas a serem resolvidos pelas pessoas recém diagnosticadas, é justamente este, relativo à necessidade de contar para a família, como se isso pudesse representar (e eu admito que pode ser mesmo desta forma) uma grande hecatombe dentro da família.
Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
