Saúde pública Dispositivo fácil para distribuição de camisinhas está vazio em duas das cinco UBDSs de Ribeirão
GABRIELA YAMADA
Gazeta de Ribeirão
gabriela.yamada@gazetaderibeirao.com.br
Das cinco Unidades Básicas Distritais de Saúde (UBDS) de Ribeirão Preto, as do Centro e da Vila Virgínia não disponibilizavam preservativos nos dispensadores quando visitados pela reportagem, na tarde de quinta-feira passada e no início da manhã de ontem. A falta de atenção da gerência das UBDSs é um entrave para o sucesso da campanha realizada pelo Programa Municipal DST/Aids.
“Não adianta a gente se matar aqui, fazer o levantamento do que cada unidade precisa e pede, se eles (a gerência) não colaboram. Dou murro em ponto de faca”, afirmou Fátima Regina de Almeida Lima Neves, coordenadora do programa.
Os dispensadores foram instalados em setembro, durante uma campanha intensa de prevenção à sífilis e ao HIV feita pelo programa em todas as unidades de saúde.
No total, segundo Fátima, o programa instalou 150 recipientes nas entradas das unidades com o objetivo de desburocratizar o acesso ao preservativo. “Antes, a pessoa tinha que dar o nome, número do RG e havia um limite no número de preservativos para cada um. Hoje, as pessoas podem se sentir à vontade para retirar quantos desejarem”, afirmou. Na ocasião, Fátima ressaltou que as unidades de saúde deveriam continuar comprometidas com o assunto mesmo terminada a campanha.
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde informou que não há a falta de preservativos na rede pública e que as gerências chegam a repor os dispensadores de duas a três vezes por dia —assim, segundo a assessoria, teria sido coincidência a reportagem não encontrar os preservativos dos dois horários visitados.
Ainda segundo a secretaria, no final de semana a procura pelo preservativo é maior principalmente na UBDS Central pelo movimento da prostituição na região da Baixada.
Na UBDS da Vila Virgínia, o mecânico Marcelino Reis, 35 anos, foi orientado a buscar preservativo na farmácia da unidade. “Não vou encarar essa fila, e é meio constrangedor. Eu prefiro comprar”, afirmou.
Dispensador levou a alta na procura
Cada dispensador tem a capacidade de armazenar até 144 preservativos, e depois da instalação, o Programa Municipal DST/AIDS registrou um aumento na procura pelo material por parte população.
Segundo Fátima Regina de Almeida Lima Neves, coordenadora do programa, até setembro foram distribuídos 1,112 milhões de preservativos em Ribeirão Preto —o total do ano passado é de pouco mais de 1 milhão. Os números, segundo ela, demonstram o fácil acesso da população a métodos preventivos e a meta é aumentar ainda mais o índice de distribuição na cidade.
O uso do preservativo é a principal prevenção para doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, provocada pelo vírus HIV. O último levantamento da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde apontou que, nos seis primeiros meses do ano, foram confirmados 123 novos casos da doença em Ribeirão. (GY)
UBS É REINAUGURADA APÓS TRÊS ANOS FECHADA
Obra de unidade no Marincek passou por três empresas diferentes e custou R$ 497,6 mil
Após três anos fechada para reformas —realizadas por três empresas diferentes— a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Marincek foi reinaugurada ontem, em Ribeirão. O investimento na obra foi de R$ 497,6 mil para a ampliação em 185 m2. A unidade deverá atender uma demanda de sete bairros e 24 mil pacientes por mês.
De acordo com a secretária da Saúde, Carla Palhares, entre os serviços que serão prestados na UBS estão os atendimentos de clínica médica, ginecologia, pediatria e odontologia, além de sala de inalação e farmácia. “A região precisava dos serviços em um local adequado, pois os atendimentos eram prestados em casas improvisadas”, disse a secretária. Para Antônio Duó, presidente da comissão de saúde do Marincek, com a volta da unidade, os moradores terão uma melhor estrutura para o atendimento médico. “São vários bairros que dependem dessa UBS, e com a reforma, a qualidade nos atendimentos também será melhor para essas pessoas.”
De acordo com a prefeita Dárcy Vera (DEM), por conta dessa demanda de pacientes, a preocupação da atual administração, responsável por 50% da obra que começou em 2006, era entregar aos usuários atendimento de qualidade.
Para alguns moradores da região, que participaram ontem da cerimônia de reinauguração da UBS, a abertura da unidade era esperada há muito tempo. “Demorou, mas parece que agora ficou bom. Fazia muita falta um posto perto de casa, com uma boa estrutura”, disse Nildete da Silva de Souza, vizinha da UBS. (RS)
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24/NOVEMBRO/09 |
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