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Falta preservativo feminino

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A Cidade – SP

Editoria: Pág.

Dia / Mês/Ano:

Cidades

 

01/DEZEMBRO/07

 

MATHEUS URENHA  OUTRO DIA Fátimas Neves, coordenadora do Programa DST/Aids: “hoje não tenho para oferecer”

Está faltando preservativo feminino em Ribeirão. De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS, Fátima Neves, o estoque terminou há três meses.
Ela explica que os preservativos femininos são enviados ao município pelo Ministério da Saúde, diferente dos masculinos, cujo fornecimento à população é dividido: 80% ficam sob responsabilidade da União e 20% devem ser comprados pelas prefeituras.
A Secretaria da Saúde distribui, por mês, cerca de 120 mil preservativos. Pouco mais de mil são femininos. Apesar do número pequeno, Fátima afirma que a falta provoca problemas, já que algumas mulheres são alérgicas ao látex, material usado na confecção de camisinhas. O preservativo feminino é feito de poliuretano.
“A maioria das mulheres ainda não se habituou a usá-lo. Apesar de dar autonomia àquelas em que o parceiro se mostra resistente à camisinha, muitas o acham incômodo. Em alguns casos, no entanto, o preservativo feminino é obrigatório. Mas, infelizmente, hoje não tenho para oferecer”, alerta Fátima. “Isso dificulta o trabalho de prevenção e a difusão do preservativo feminino como ferramenta de combate às doenças sexualmente transmissíveis”, completa.
O Ministério da Saúde informa, através de sua assessoria de imprensa, que um lote de preservativos femininos, com 49 mil unidades, foi enviado à Coordenadoria do Programa DST-AIDS do Estado de São Paulo há duas semanas e parte dele deveria ter chegado a Ribeirão Preto.
A Secretaria de Estado da Saúde contesta. Também por meio de sua assessoria, diz que o último lote foi enviado pelo Governo Federal em agosto. E caso uma nova carga tenha sido mandada, ainda não foi recebida.
A falta de preservativo feminino, que não é exclusividade de Ribeirão, teria ocorrido em função de problemas no fornecimento pela empresa contratada pela União.
Fátima afirma que o envio de preservativos masculinos também tem sido irregular. Mas, neste caso, não há falta porque a prefeitura fez uma compra recente.

 

Produto é raro em farmácias
Se a Secretaria da Saúde não tem preservativos femininos para distribuir, algumas farmácias do Centro de Ribeirão seguem a mesma linha. De quatro drogarias consultadas pela reportagem na tarde desta sexta-feira, apenas uma tinha o produto à venda.
Das outras três, duas tinham o preservativo feminino cadastrado, mas não unidades para vender. E em uma das farmácias, uma funcionária disse que o estabelecimento trabalhava, apenas, com preservativos masculinos.
Outra curiosidade: entre dez mulheres ouvidas por A Cidade, de forma aleatória, duas disseram não saber da existência do preservativo feminino. E apenas uma delas confirmou ter usado o produto.
Os casos de AIDS em mulheres em Ribeirão tem aumentado, segundo a Secretaria da Saúde. No final da década de 80, elas representavam menos de 15% dos doentes. Hoje, passam dos 30%.

 

IGOR SAVENHAGO
Especial para A Cidade


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