Famosos não podem mais recomendar remédio

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Famosos não podem mais recomendar remédio 

Luciana Lazarini
do Agora

As celebridades não poderão mais recomendar remédios em propagandas a partir do dia 16 de junho. As novas regras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a venda de medicamentos são resultado de uma consulta pública e criam restrições até para a utilização da voz dos artistas ou atletas.

Além do pacote de normas, a Anvisa também proibiu dois concursos “culturais” da Aspirina e do Anador, que dão prêmios para quem melhor responder como viver em um mundo “sem dor” e também promoções do tipo “Leve 3, Pague 2” em um drogaria (veja detalhes abaixo).

 

O trabalho dos artistas nas propagandas de remédios veiculadas na TV, nas revistas e em banners promocionais não está proibido, mas eles não poderão recomendar os remédios ou estimular o consumo indiscriminado.

Assim, a celebridade não poderá mais dizer que resolveu o incômodo da dor de cabeça com determinado medicamento. A restrição valerá, inclusive, para as propagandas no rádio. Os famosos na área de saúde também serão proibidos de darem dicas promocionais sobre os remédios.

Sem receita

Segundo a Anvisa, a regra vale para os medicamentos que não exigem receita médica –como antiácidos e analgésicos–, pois a propaganda de remédios com tarja vermelha ou preta para o público em geral já é proibida.

Todas os anúncios deverão ter alertas sobre o princípio ativo do medicamento e, no caso de anúncios de TVs com famosos, eles serão os responsáveis por falar as advertências. A ideia é que eles deixem de “vender” os produtos e passem a informar sobre seus riscos e restrições. No rádio, os locutores terão que ler a orientação.

Nos anúncios de paracetamol, utilizado no combate à dor e à febre, o alerta será para não utilizar o produto se o paciente já tiver ingerido outro remédios com essa substância. Bebidas alcoólicas e pacientes com doenças do fígado também serão orientados a não utilizar o produto.

Para a dipirona sódica, que funciona como analgésico, o recado é para que mulheres grávidas e crianças com menos de três meses de idade não escolham o produto.

Nem a vitamina C ficou fora e a celebridade será obrigada a informar que ela não deve ser usada por pessoas com doença grave dos rins.

Outra exigência é que o laboratório tenha as referências bibliográficas citadas nas propagandas no SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). As amostras grátis deverão ter pelo menos metade do conteúdo do produto original –ANTICONCEPCIONAIS e antibióticos devem ter o suficiente para o tratamento. Os laboratórios não comentaram as novas regras da propaganda de remédios.

AGORA – SP

Editoria:

Pág.

Dia / Mês/Ano:

SÃO PAULO

 

11/JUNHO/09


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Claudio Souza DJ, Bloqueiro e Escritor
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