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H1N1: Mortes em Santa Catarina

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H1N1

A situação mais dramática do país em relação à infecção por vírus H1N1 é em Santa Catarina. O estado registrou, até a última terça-feira, 45 óbitos pela doença. Desses, 10 ocorreram entre 28 de junho e 3 de julho. Em todo o Brasil, esse subtipo de influenza matou 85 pessoas até 28 de junho, o que significa que 41% dos óbitos do país foram registrados em Santa Catarina. O número de pessoas com a doença confirmada também é mais expressivo nesta unidade da federação. Do total de 790 do país, o estado identificou 458, e a Região Sul, 586.

A explicação para os números elevados dados tanto pela Secretaria de Saúde estadual quanto do Ministério da Saúde é o diagnóstico e o tratamento tardios. Santa Catarina registrou o primeiro óbito em maio, quando o clima começou a esfriar. O inverno prolongado e o alerta gerado pela primeira morte, fazendo com que os profissionais notificassem os casos percebidos, também são considerados elementos que influenciaram o crescimento do número.

O diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, Fábio Galdenci de Faria, indica ainda outra causa para o quadro apresentado no estado. “A região do Vale do Itajaí é onde temos a maior concentração de casos. Quando fizemos a avaliação considerando a pandemia de 2009, vimos que a circulação do vírus não foi tão intensa lá. Dessa forma, mais pessoas estão suscetíveis à contrair a doença”, detalha.

Atraso no tratamento

A campanha de vacinação da unidade da federação apresentou a maior cobertura do país. Isso não foi suficiente para evitar o surto da região. “Nós fizemos um inquérito dos nossos 28 primeiros óbitos e o entendimento inicial é que, infelizmente, a suspeita é muito tardia e o tratamento também, o que facilita que a doença evolua para a morte”, contata Galdenci. Depois dessa verificação, a pasta passou a orientar melhor os funcionários da rede pública.

Como o inverno chegou, o mais importante agora é que a sociedade faça da prevenção um hábito. De acordo com a secretária interina de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Sônia Brito, a população criou a cultura de precaver-se apenas durante a pandemia. “Existe a cultura de que gripe não se trata. Receitam-se repouso e muito líquido. As pessoas também demoram a procurar um médico”, lamenta. Sônia defende que o tratamento deve ser prescrito em até 48 horas.

O ministério encaminhou um novo protocolo de tratamento aos estados para que aos primeiros sintomas sejam tratados de forma mais rápida. Quando se comprovar que há circulação do subtipo A H1N1/2009, os médicos devem prescrever o antiviral oseltamivir, popularmente conhecido por tamiflu, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento em todas as pessoas que apresentarem os sintomas. De acordo com o ministério, todas as unidades da federação possuem estoque suficiente do medicamento e o próprio órgão tem uma reserva de emergência. (AP)

85

Total de óbtidos registrados em todo o país até 28 de junho, sendo que 41% (45) em Santa Catarina

 

 CORREIO BRAZILIENSE – DF | CIDADES

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06/07/2012

 

 

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